Curriculum Vitae

Vítor Manuel Parreira Neto

Data da última atualização »Last update : 06/10/2014


Vítor Manuel Parreira Neto. Concluiu Humanidades pela Universidade de Coimbra em 1996. É Professor Auxiliar na Universidade de Coimbra. Publicou 17 artigos em revistas especializadas e 6 trabalhos em actas de eventos, possui 9 capítulos de livros e 3 livros publicados. Possui 4 itens de produção técnica. Participou em 7 eventos no estrangeiro e 37 em Portugal. Orientou 1 dissertação de mestrado na área de História e Arqueologia. Actua nas áreas de Humanidades com ênfase em História e Arqueologia e Humanidades com ênfase em Outras Humanidades. No seu curriculum DeGóis os termos mais frequentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: República, Laicidade, Primeira República, Afonso Costa, Anticlericalismo, Anticongreganismo, Caso Rosa Calmon, Federalismo, Lei da Separação do Estado das Igrejas e Utopia.


Endereço de acesso a este CV:

http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=0955004557512826


Dados pessoais (Personal data)
Nome completo
Full name
Vítor Manuel Parreira Neto
Nome em citações bibliográficas
Quoting name
Neto, Vítor
Categoria profissional
Position
Professor Auxiliar
Domínio científico de atuação
Scientific domain
Humanidades-História e Arqueologia.
Humanidades-Outras Humanidades.
Endereço profissional
Professional address
Universidade de Coimbra
Faculdade de Letras
Departamento de História, Arqueologia e Artes
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Coimbra
3004--530 Coimbra
Portugal
Telefone: (+351)239836733
Fax: (+351)239836733
Correio electrónico: vitor.neto@fl.uc.pt
Sexo
Gender
Masculino»Male




Graus Académicos (Academic Degrees)
1985-1996 Doutoramento
Phd
Humanidades.
Universidade de Coimbra, Portugal.

1985 Provas de Aptidão Pedagógica/Capacidade Científica
Evaluation of Pedagogic Readiness/Cientific Ability
História Moderna e Contemporânea (4 anos » years) .
Universidade de Coimbra, Portugal.





Vínculos profissionais (Professional Positions)
CEIS20
Abr/1996-Actual Professor Auxiliar

Universidade de Coimbra
Dez/1980-Actual Professor Auxiliar





Línguas (Languages)
Compreende
Understandig
Português (Bem), Francês (Bem), Italiano (Razoavelmente), Inglês (Razoavelmente).
Fala
Speaking
Português (Bem), Francês (Bem), Italiano (Razoavelmente).

Reading
Português (Bem), Francês (Bem), Inglês (Razoavelmente).
Escreve
Writing
Português (Bem), Francês (Bem), Italiano (Pouco), Inglês (Pouco).




Produção científica, técnica e artística/cultural (Scientific, technical and artistical/cultural production)
Livros publicados/organizados ou edições
Published/organized books or Editions
1. Neto, Vítor. 2009. A Questão Religiosa no Parlamento 1821-1910. ed. 32, 1 vol., ISBN: 978-972-47-4057. Lisboa: Assembleia da República eTexto Editora.
Este livro tem como objecto o estudo da chamada questão religiosa nas duas casas do Parlamento entre 1821 e 1910. Nele se encontram reunidos os principais debates sobre a matéria e a sua interpretação à luz de uma metodologia actualizada. Na verdade, os debates parlamentares sobre os assuntos eclesiásticos ficaram marcados pela ideologia da esmagadora maioria dos parlamentares, claramente regalista. Assimilada na cadeira de Direito Eclesiástico da Faculdade de Direito de Coimbra esta teoria política elaborada no século XVIII e adoptada pelos manuais universitários em oitocentos, a doutrina fundamentou uma posição por parte dos deputados e pares do Reino configurada na supremacia do poder civil sobre a esfera eclesiástica.
2. Neto, Vítor. 2005. As Ideias Políticas e Sociais de José Félix Henriques Nogueira. ed. 1, 1 vol., ISBN: 972-772-586-4. Lisboa: Colibri.
As Ideias de Henriques Nogueira rompem com o liberalismo monárquico e abrem caminho a uma utopia assente nos pilares de República, Democracia, Municipalismo, Associação, Socialismo e Federalismo. Era um iberista convicto, embora se opusesse às soluções monárquicas nesta matéria.
3. Neto, Vítor. 1998. O Estado, a Igreja e a Sociedade em Portugal (1832-1911). ed. 1, 1 vol., ISBN: 972-27-0884-8. Lisboa: INCM.
Esta obra corresponde à Dissertação de Doutoramento e é um estudo amplo sobre o Estado, a Igreja e a Sociedade em Portugal (1832-1911). O conhecimento do liberalismo monárquico em Portugal não é possível sem o entendimento do papel da Igreja no interior do sistema política. Este livro equaciona a história do relacionamento entre o Estado e a instituição eclesiástica no quadro da subordinação a esfera espiritual ao braço secular. O enraizamento e a consolidação do Estado-Nação encerraram um drama institucional resultante de uma tensão permanente entre as duas instituições que consubstanciavam o sistema de poderes configurado na Carta Constitucional de 1826. Apesar disso, o Estado católico desempenhou um papel de vanguarda até à década de 70 e, em certa medida, moldou a sociedade portuguesa , impelido-a na via do progresso. Neste longo ciclo histórico, a Igreja nunca chegou a ser completamente dominada pelo poder político e, por este motivo, não desempenhou plenamente as funções que os liberais lhe tinham atribuído. Nessa medida, a instituição não pode ser vista como uma mera componente ideológica ao serviço do liberalismo. Contudo, apesar das contradições político-eclesiásticas, não deixou de contribuir para a formação de um consenso social em torno da monarquia constitucional.

Capítulos de livros publicados
Published book chapters
1. Neto, Vítor. 2013. A Questão Religiosa: Estado, Igreja e Conflitualidade Sócio Religiosa na I República Portuguesa.  In Figuras da Cultura do Porto nas Comemorações da República - Actas das Conferências, ed. Centro Nacional da Cultura - Núcleo do Porto, 12 - 177. ISBN: 978-972-8945-07-7. Porto: Centro Nacional da Cultura/Núcleo do Porto.
2. Neto, Vítor. 2012. Afonso Costa: o Republicanismo e os Socialismos.  In República, Universidade e Academia, ed. Edições Almedina, SA, 13 - 503. ISBN: 978-972-40-4734-8. Coimbra: Almedina.
3. Neto, Vítor. 2009. A questão religiosa: Estado, Igreja e conflitualidade sócio-religiosa.  In História da Primeira República Portuguesa, ed. Tinta da China, 9 - 614. ISBN: 978-972-8955-98-4. Lisboa: Tinta da China.
O capítulo do livro estuda a questão religiosa e as relações Estado-Igreja 1911-1926. Desde a separação entre a religião e a política, à oposição dos bispos à política religiosa republicana, o texto aborda os diferentes enfoques deste conflito da maior importância religiosa e política da altura. As clivagens no baixo clero resultante da lei de Afonso Costa traduzida na conflitualidade entre padres pensionistas e não pensionistas originaram, entre outros aspectos uma verdadeira guerra religiosa na na nossa sociedade. O fenómeno de Fátima e as suas consequências também são objecto de uma breve reflexão. No Sidonismo chama-se a atenção para a reforma da lei de Afonso Costa devido à acção de Moura Pinto, ministro da Justiça da altura. A aproximação entre o Estado e a Igreja a partir do governo de Sidónio Pais culminou, como se mostra no compromisso selado entre António José de Almeida e o Núncio com a imposição do barrete cardinalício no Palácio da Ajuda. Foi um momento simbólico, mas também um facto político que consagrava o restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e o Vaticano.
4. Neto, Vítor. 2007. Igreja Católica e anticlericalismo, 1858-1910.  In A República no Brasil e em Portugal 1889-1910, ed. Imprensa da Universidade de Coimbra; Editora da Universidade Federal de Uberlândia, 7 - 428. ISBN: 978-989-8074-06-5. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.
Como se sabe o anticlericalismo é indissociável do clericalismo. A reentrada das ordens religiosas em Portugal a partir de 1858 desencadeou o protesto dos anticlericais liberais e mais tarde republicanos e socialistas. Travou-se então uma luta em torno da escola e do hospital, uma luta pelo controlo das consciências. Neste combate assumiu particular relevância o antijesuítismo como o comprova a grande manifestação de 1909 realizada em Lisboa e onde teriam estado 100.000 pessoas. .
5. Neto, Vítor. 2004. Os Problemas Eclesiásticos no Parlamento (1834-1841).  In As Cortes e o Parlamento em Portugal - 750 Anos das Cortes de Leiria, ed. Assembleia da República, 17 - 414. ISBN: 972-556-385-9. Leiria: Divisão de Edições da Assembleia da República.
O texto analisa as contradições entre o clero no quadro das relações entre o Estado e a Igreja na fase de emergência do liberalismo. .
6. Neto, Vítor. 2003. État.  In Dictionnaire des notions politiques et sociales des pays d'Éurope centrale et oriental. Linguistique et politique, ed. CNRS et Université de Nancy 2, 7 - 290. . Nancy: Universyté de Nancy.
Este texto é uma reflexão bastante sintética do Estado numa perspectiva histórica.
7. Neto, Vítor. 2002. A Igreja Lusitana Evangélica. Génese e Consolidação (1880-1911).  In Estudos em Homenagem a João Francisco Marques, ed. Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 7 - 507. ISBN: 972-9350--59-0. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
A Igreja Lusitana Evangélica de rito anglicano foi uma das principais instituições não católico-romanas em Portugal entre 1880 e 1910. Aliás esta organização religiosa manteve-se até aos nossos dias. Foi criada por britânicos que entre nós viviam e por ex-padres católicos. A sua implantação era maior sobretudo no Porto e região e Lisboa. Também exercia alguma influência em povoações como Alcácer do Sal. Exerceu alguma influência social através das igrejas que possuía, das livrarias e dos colportores. .
8. Neto, Vítor. 2000. O Ensino Eclesiástico na Época Contemporânea (até 1910).  In Dicionário de História Religiosa de Portugal, ed. Círculo de Leitores, 123 - 127. . Lisboa: Círculo de Leitores.
Durante a Revolução Liberal os seminários foram encerrados e nos anos posteriores não se renovou o clero. Só a partir de meados do século XIX se assistiu a uma reabertura das escolas eclesiásticas. O Estado regalista procurou sempre controlar o ensino teológico. Dessa forma tentava a renovação e a criação de uma classe eclesiástica liberal. Esta adequação da mentalidade dos sacerdotes ao regime seria fundamental para a harmonização da Igreja com o Estado. Nem sempre foi pacífica a vida nos seminários, como o demonstram os conflitos em Bragança e Beja. Os Bispos queixavam-se sempre da escassez do clero, mas em 1910 o número de sacerdotes ultrapassava os 5000. Isto significava que o ensino eclesiástica funcionava e funcionava bem.
9. Neto, Vítor. 1993. O Estado e a Igreja.  In História de Portugal, ed. Círculo de Leitores, 265 - 283. ISBN: 972-42-0752-8. Lisboa: Círculo de Leitores.
O processo de transformação do reino territorializado num Estado-Nação pressupôs a realização de reformas no interior da Igreja. Foi necessário desestruturar a Igreja de Antigo Regime adequando-a ao liberalismo monárquico triunfante em 1834. Na verdade, com o novo regime assistiu-se a uma governamentalização da Igreja que suscitou o surgimento de uma conflitualidade sócio-religiosa significativa. esta confrontação teve efeitos nas relações do Estado Nacional com o internacionalismo romano. A política eclesiástica liberal durante a Regeneração pautou-se no sentido de uma maior integração da esfera eclesiástica no interior do quadro constitucional.. a este nível assistiu-se a uma batalha entre congreganistas e anticongreganistas ao mesmo tempo que se desenvolvia o processo de secularização da sociedade. As relações com a Santa Sé foram caracterizadas pelo acordo e desacordo entre regalismo e ultramontanismo.


Artigos em revistas sem arbitragem científica
Papers in periodics without scientific refereeing
1. Neto, Vítor. 2009. "O Atentado de Serajevo e as Origens da Grande Guerra", Revista de História das Ideias, 30: 473 - 489.
O atentado de Serajevo através do qual jovens sérvios da Bósnia assassinaram o arquiduque Francisco Fernando e sua esposa Sofia quando estes visitavam a Bósnia-Herzegovina foi o pretexto para o desencadear da Grande Guerra no Verão de 1914. Com uma Europa dividida pelos jogos de aliança o conflito não seria localizado nem breve. Os imperialismos usaram de todas as suas forças militares nas batalhas que se deram após a do Marne. Aqui a guerra de posições foi substituída por uma guerra de movimento.

2. Neto, Vítor. 2006. "A Laicidade do Estado em Portugal", Revista de História da Sociedade e da Cultura, 5: 157 - 176.
O projecto republicano desenhado a partir da década de 70 do século XIX tinha como objectivo laicizar o Estado, a cultura e a sociedade. Logo a seguir ao 5 de Outubro Afonso Costa, ministro da Justiça publicou leis destinadas a separar a política da religião e a diminuir a influência da Igreja na sociedade durante a Monarquia Constitucional. As leis do registo civil obrigatório, da Separação do estado das Igrejas, da abolição dos feriados religiosos, a Separação da Igreja da Escola, da extinção das ordens religiosas, da secularização dos cemitérios entre outras, destinavam-se a concretizar o projecto laico. Na verdade, na conjuntura da Revolução a Igreja sofreu uma derrota da qual só começaria a recompor-se após 1913. .
3. Neto, Vítor. 2006. "A Sociabilidade Cultural na 1ª República. O caso de Coimbra", Revista de História das Ideias, 27: 419 - 444.
Nos tempos conturbados da Primeira República Portuguesa a cidade de Coimbra continuou a desenvolver as suas práticas culturais desde a elite universitária até aos meios populares. Via-se, nessa altura muito cinema e algum teatro na cidade. Nasciam os cafés e formavam-se as tertúlias, criavam-se as primeiras revistas da cidade, realizavam-se conferências e publicavam-se vários jornais, alguns de duração efémera. O Teatro Avenida e o Teatro Sousa Bastos estavam permanentemente cheios de público. A sociabilidade cultural desenvolvia-se e as festas também. Os bailes, especialmente no carnaval, eram muito frequentados e podia ouvir-se música através das bandas militares. urgiam aqui e ali conflitos entre estudantes e futricas, mas nada que interrompesse o normal desenvolvimento cultural numa cidade cuja população rondava os 20.000 habitantes.
4. Neto, Vítor. 2004. "Minorias e Limites da Tolerância em Portugal", Revista de História das Ideias, 25: 355 - 403.
O artigo aborda a problemática das minorias religiosas em Portugal no século XIX e inícios do Século XX no quadro Constitucional do Estado Católico. Tenta-se entender as dificuldades da emergências das confissões religiosas desde a ilha da Madeira nos anos 40 do século XIX até Lisboa e Porto nas vésperas da república. Mostra-se as dificuldades da difusão do protestantismo em Portugal, país tradicionalmente católico. Com a laicização do Estado e a liberdade religiosa criaram-se esperanças num maior pluralismo religioso. Nisso estavam interessados muitos Republicanos.
5. Neto, Vítor. 2003. "Miguel Bombarda e Manuel Fernandes Santana - um confronto de ideias", Revista Portuguesa de História 2, 2000-2003: 303 - 311.
6. Neto, Vítor. 2001. "O Conceito de Estado-Nação", Revista da Sociedade e da Cultura, 1: 223 - 238.
Este artigo aborda os conceitos fundamentais relacionados com o Estado-Nação e a emergência dos Estados Nacionais na sequência das revoluções liberais. Termina com uma breve análise à crise do Estado-Nação resultante, em parte da criação da União Europeia. Revelo um certo cepticismo em relação ao Euro e à perda das soberanias nacionais.
7. Neto, Vítor. 2001. "Abel Botelho - Quadros de Patologia Social", Revista de História das Ideias, 22: 261 - 306.
Chamado por vezes o Zola português, Abel Botelho produziu uma vasta obra literária de cariz naturalista. Foi além disso um crítico social e político. A sua obra é desigual uma vez que escreve romances com qualidade enquanto outros não revelam o mesmo teor. Foi um escritor republicano e serviu a República uma vez implantada na Argentina como embaixador. aí viria a morrer.
8. Neto, Vítor. 2001. "O Nacionalismo Católico em Jacinto Cândido", Revista de História das Ideias, 23: 385 - 417.
Jacinto Cândido foi o líder do Partido Católico em Portugal durante a sua curta existência (1903-1910). Inspirado pelo Vaticano e apoiado por um sector dos católicos concorreu às eleições, mas nunca obteve grandes resultados eleitorais nem elegeu muitos deputados (o máximo 6). Tinha a sua implantação sobretudo no Centro e Norte do país e era apoiado por uma parte do Clero. Era um Partido do sistema com um programa mínimo. Os Jesuítas sobretudo apoiaram a organização.
9. Neto, Vítor. 2001. "Manuel da Rocha Felício, Portugal e a definição Dogmática da Infalibilidade Pontifícia. Teologia, Magistério, Debate Público", Gestão e Desenvolvimento, 10: 361 - 366.
10. Neto, Vítor. 1999. "O Político e o Eclesiástico (1832-1910. Ruptura e compromisso.", História, 14: 30 - 39.
Sintetiza-se neste artigo a tensão existente entre o Estado e a Igreja ao longo da Monarquia Constitucional. Na verdade, o Estado Católico nunca conseguiu integrar na totalidade a Igreja que resistia como podia à prática regalista levada a cabo pela elite política neste longo período histórico. A governamentalização da Igreja deu-se sobretudo entre 1832 e 1851. Depois disso, assistiu-se a uma certa harmonização entre os dois poderes que se mantiveram ligados até ao 5 de Outubro de 1910. O clero estava dividido entre cismontanos e ultramontanos. Isto significava que a maioria do clero colaborou com o liberalismo, embora uma outra parte se colocava fora do sistema político e obedecia a Roma. eram os ultramontanos. De qualquer modo, os padres numerosos a norte do rio Tejo exerciam uma forte enquadramento das populações rurais e contribuíam para o seu conservadorismo social.. O anticlericalismo foi um dos principais vectores sociais até ao 5 de Outubro de 1910 uma vez que se travaram grandes lutas em torno desta matéria.
11. Neto, Vítor. 1997. "Regalismo e ultramontanismo. A revolta no Seminário de Bragança", Actas, 1: 755 - 772.
A Igreja Católica antes da implantação da República encontrava-se também em crise. Nalgumas dioceses surgiram conflitos como sucedeu em Bragança onde os alunos do seminário se revoltaram e "obrigaram" o seu bispo D. José Alves de Mariz a retirar-se para Coimbra. Uma das razões para esta degradação da vida eclesiástica no Nordeste Transmontana tinha a ver também com a ausência do hierarca que passava longo tempo em Coimbra. Por outro lado, parece que o prelado não era muito querido pelos católicos da diocese Tudo isto contribuiu para o conflito que acabaria por ser resolvido pelo poder político.
12. Neto, Vítor. 1997. "Nota acerca do Estado-Nação", Vértice, 80: 91 - 96.
13. Neto, Vítor. 1990. "Sobre Marx", Vértice, 30: 110 - 113.
14. Neto, Vítor. 1989. "Iberismo e Municipalismo em J. F. Henriques Nogueira", Revista de História das Ideias, 10: 373 - 443.
Henriques Nogueira foi um ideólogo de meados do século XIX que não aceitou o liberalismo monárquico e que defendeu a República, a Democracia, o Municipalismo, a Associação, o Socialismo e o Federalismo Ibérico como traves-mestras do seu modelo político-social caracterizadamente utópico. Era um jovem intelectual actualizado nas suas leituras e não aceitava os princípios liberais. Defendia a descentralização política a nível interno e a federação como meio de resolução da questão da independência nacional.
15. Neto, Vítor. 1988. "A emergência do estado liberal e as contradições político-eclesiásticas (1832-1848).", Revista de História, 8: 281 - 299.
O processo de construção do Estado liberal foi, entre nós, lento e sinuoso. A divisão da sociedade e da igreja Católica dificultaram a emergência do liberalismo pelo menos até meados do século XIX. Daí a instabilidade social e política da realidade portuguesa. O Clero Ultramontano aliado aos seus bispos exilados, na sua maioria, obstacularam a vitória do "partido" dos amigos de D. Pedro. A rotura com a Santa Sé também se revelou contrária à paz social que as populações desejavam. Todavia em 1841 houve o restabelecimento das relações com Roma e em 1848 Portugal assinou com o Vaticano um Convénio que teve reflexos na pacificação da ordem política e social interna.
16. Neto, Vítor. 1987. "A questão religiosa na 1ª República. A posição dos padres pensionistas", Revista de História das Ideias, 9 (2): 529 - 1088.
Na sequência da publicação por Afonso Costa da Lei da Separação do Estado das Igrejas em 20 de Abril de 1911 a Igreja dividiu-se e especialmente o baixo clero. A lei previa a criação das pensões para sustentar os sacerdotes. Todavia estes pressionados pelos bispos, na sua esmagadora maioria rejeitou as pensões. Apesar disso, cerca de 800 padres pediram a pensão desobedecendo à hierarquia eclesiástica. Geograficamente a maioria dos padres pensionistas pertenciam às dioceses de Lisboa e do Sul do país.
17. Neto, Vítor. 1985. "Herculano: política e sociedade", Revista de História das Ideias 2, 9: 529 - 1088.
Na sequência da publicação da Lei de Separação do Estado das Igrejas o clero deixou de ser subvencionado pelas côngruas paroquiais. O estado assumia a sustentação dos sacerdotes desde que eles pedissem a pensão ao Estado. No entanto, pressionados pelos bispos só uma minoria pediu a pensão, cerca de 800. Por isso estabeleceram-se conflitos entre o clero e entre este e as populações - O clero pensionista situava-se geograficamente em Lisboa e nas dioceses de Évora e Beja mais descristianizadas. No Norte e no Centro a religiosidade era maior e os padres tinham outras fontes de rendimento como os passais.

Trabalhos completos/resumidos em eventos sem arbitragem científica
Papers in conference proceedings without scientific refereeing
1. Neto, Vítor. 2010. "Afonso Costa: o Republicanismo e os Socialismos", Trabalho apresentado em República, Universidade e Academia, In Republica, Universidade e Academia, Coimbra.
Afonso Costa frequentou enquanto estudante a Faculdade de Direito de Coimbra onde viria a doutorar-se com uma tese intitulada A Egreja e a Questão Social. Combateu aí a solução de Leão XIII apresentada na Encíclica Rerum Novarum. Republicano o lente de Coimbra aderiu ao socialismo de Benoit Malon. Por outro lado jamais abandonaria o anticlericalismo que foi um dos aspectos do seu combate político-ideológico. Mais tarde, mesmo em Lisboa continuou na medida do possível ligado ao ensino superior.
2. Neto, Vítor. 2010. "A questão religiosa na Primeira República Portuguesa in A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal/Alda Mourão, Ângela de Castro Gomes (org.), Rio de Janeiro, EDitora FGV, 2011", Trabalho apresentado em A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal, In A experiência da Primeira República no Brasil e em Portugal, Rio de Janeiro.
3. Neto, Vítor. 2010. "Hintze Ribeiro e a Crise Religiosa de 1901", Trabalho apresentado em A República e as Ilhas - História e Memória, In Hintze Ribeiro 1849-1907 Da Regeneração ao crepúsculo da Monarquia, Ponta Delgada.
As confrontações ocorridas no Porto em 1901 e depois em Lisboa resultaram do facto de Rosa Calmon, Filha do cônsul do Brasil no Porto ter tentado esboçar uma fuga para ingressar numa ordem religiosa. Este episódio despoletou a violência entre clericais e anticlericais e praticou-se alguma violência. Em Lisboa especialmente os estudantes fizeram manifestações contra o congreganismo. Isto criou um facto político e uma crise resolvida parcialmente pelo político conservador Hintze Ribeiro que, para o efeito, publicou legislação que vinha em parte legalizar de novo as ordens religiosas.
4. Neto, Vítor. 2005. "La laicité de l'Etat au Portugal", Trabalho apresentado em La laicité dans le monde ibérique, ibéroaméricain et méditerrané: idéologies, institutions et pratiques, In La laicité dans le monde ibérique, ibéroaméricain et mediterranéen: idéologies, institutions et pratiques, Paris.
Este texto apresentado em Paris X Nanterre num colóquio Internacional procura mostrar a revolução laica que o republicanismo trouxe consigo. A laicidade opôs-se ao catolicismo durante a Primeira República Portuguesa e, em si, representava uma nova concepção do mundo que rompia com a visão da religião católica. A laicização do Estado e da escola, assim como a criação do registo civil foram alguns dos aspectos de maior relevância no sentido da maior transformação da cultura e das mentalidades sociais. A separação da religião da política foi um dos grandes factores de transformação em que havia quem afirmasse que a religião iria acabar (Afonso Costa).
5. Neto, Vítor. 2005. "A Utopia de J. F. Henriques de Nogueira", Trabalho apresentado em Encontro de História.Turres Veteras VII. História das figuras do poder, In História das figuras do poder. Encontro de história, Torres Vedras.
A obra de Henriques Nogueira tal como se defende no texto representa uma utopia em Portugal. A rotura com o sistema político liberal abriu caminho à construção de um novo modelo político caracterizadamente utópico. O seu discurso é uma discurso do imaginário, embora seja um profundo conhecedor do Portugal de meados do século XIX.
6. Neto, Vítor. 2003. "O Estado e a Igreja na 1ª República", Trabalho apresentado em Colóquio, In A Igreja e o Estado em Portugal. Da primeira República ao limiar do século XX, Vila Nova de Famalicão.
A questão religiosa em Portugal que vinha, pelo menos, desde o Pombalismo manteve-se ao longo de todo o século XIX e acentuou-se com a Implantação da República. Durante os 16 anos em que vigorou este regime travou-se uma verdadeira guerra religiosa em todo o país originada em boa parte pela publicação da legislação laicista publicada por Afonso Costa no Governo Provisório criado após o triunfo da Revolução.
7. Neto, Vítor. 1997. "O Liberalismo Católico de Alexandre Herculano.", Trabalho apresentado em Alexandre Herculano. Liberalismo e Romantismo, In Alexandre Herculano. Liberalismo e Romantismo. Actas do Colóquio., Santarém.
Este artigo é uma reflexão sobre o ideário de Alexandre Herculano nos planos político e ideológico. Liberal e Cartista entendia que a Igreja tinha um papel importante a desempenhar no quadro do sistema político. Todavia não aceitava os novos dogmas de Pio IX e defendia o regresso a um Cristianismo dos Evangelhos. A reforma do clero afigurava-se-lhe importante tendo idealizado uma nova classe eclesiástica no Pároco d'Aldeia que escreveu na década de 30 do século XIX. Manteve um diálogo significativo com a geração de 70 e especialmente com José Fontana tendo para isso escrito um importante Opúsculo. Anticlerical polemizou com os padres conservadores por ter negado o Milagre de Ourique na sua História de Portugal. Também se bateu contra a presença das Irmãs de Caridade Francesas em Portugal. defendia implicitamente o regalismo político que dava superioridade à esfera civil nas suas relações com o poder espiritual. Mante a sua coerência política até ao fim da sua vida mesmo quando passou a viver em Vale de Lobos.

Textos em jornais ou revistas
Texts in newspapers or magazines
1. Neto, Vítor. 20 out. 2013. "A Primeira República e a Religião" Seara Nova, 1 - 56.
A República combateu as organizações da Igreja Católica e separou a religião da política. A laicidade foi imposta e o catolicismo perdeu alguma da sua importância no contexto da Revolução do 5 de Outubro de 1910. A rotura das relações com o Vaticano contribuiu também para a diminuição da influência da instituição eclesiástica. A Igreja reagiu através dos seus bispos através da publicação de documentos combativos apoiados pela Cúria Romana. A partir de 1913 assistiu-se a uma reorganização dos católicos e da Igreja. Todavia só com o fenómeno de Fátima esta passou a uma contra-ofensiva no quadro de uma crise da República. A reconciliação da Igreja com o estado começou nos finais da República.
2. Neto, Vítor. 20 jun. 2013. "Tempos Interessantes? Memórias Políticas de Hobsbawm" Rua Larga, 43 - 47.
3. Neto, Vítor. 15 set. 1990. "Sobre Marx" Vértice, 110 - 113.
A pretexto de um livro de Giuseppe Bedeschi, "Marx", publicado em 1989 fazemos uma reflexão geral sobre o marxismo como ideologia e política servindo-nos dos textos que então eram mais actuais. Os contributos dos marxistas eram apreciados e procurámos mostrar como o marxismo não era um economicismo nem podia ser bem entendido senão a partir da publicação da Ideologia Alemã. A escola de Frankfurt era analisada assim como alguns dos seus filósofos. Isso remetia-nos para uma leitura crítica e para um marxismo heterodoxo.

Prefácio, Posfácio
Preface, Postface
1. Neto, Vítor. 2011. "A Popularização da Cultura Republicana (1881-1910)". Coimbra. (Prefácio)
O prefácio é uma breve reflexão teórica sobre a cultura republicana e a sua difusão popular através da música, da poesia e dos gestos. Dá-se relevo a figuras como Teófilo Braga, Heliodoro Salgado, Consiglieri Pedroso, Manuel de Arriaga Elias Garcia, António José de Almeida. Afonso Costa e outros no processo de mutação das mentalidades através da palavra. Por fim elogia-se a autora e o livro pela qualidade desta obra só ao alcance de uma investigadora competente e bem formada.



Organização de evento
Event organization
1. Neto, Vítor. República, Universidade e Academia,2010 (Congresso / Organização).
2. Neto, Vítor. O Estado e a Igreja na 1ª República,2001 (Congresso / Organização).

Programa de rádio ou TV
Radio or TV show
1. Neto, Vítor. A Questão Religiosa na Primeira República,2010 (Entrevista).
2. Neto, Vítor. A Europa em Debate,2009 (Outra).





Dados Complementares (Additional data)


Orientações
Orientations


Tese de Doutoramento
Phd Thesis
Em curso
Ongoing
1. Gustavo de Souza Oliveira, O Bispo António Ferreira Viçoso, 2012. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra (Co-orientador).
O candidato ao Doutoramento esteve em 2012-2013 (4 meses) em Portugal e Itália a fazer pesquisas nos Arquivos da Torre do Tombo em Lisboa, na BNP e por minha indicação deslocou-se ao Arquivo Secreto do Vaticano onde encontrou documentos importantes sobre o bispo António Viçoso, objecto do seu estudo.
2. Sandra Duarte, A Imprensa Católica durante o Estado Novo, 2009. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra (Co-orientador).
É um estudo em regime de co-tutela com a Universidade Sorbonne Nouvelle, Paris III.


Dissertação de Mestrado
Master degree dissertation
Concluídas
Completed
1. Jorge Miguel da Rocha, Estudo temático acerca dispersiva obra de Francisco Salgado Zenha, 2012. Dissertação (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra (Orientador).
O autor escreveu um estudo sobre a biografia política de Salgado Zenha. .
Em curso
Ongoing
1. João Romero Chagas, A Mãe Soberana na história Religiosa de Loulé, 2012. Dissertação (História Contemporânea) - Universidade Nova de Lisboa, Bolseiro(a) de Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Co-orientador).
O candidato investiga o fenómeno do culto da Mãe-Soberana na história religiosa em Loulé.


Participação no júri de Graus Académicos
Academic Degrees jury participation


Doutoramento
Phd
1. Neto, Vítor. Participação no júri de Paulo Bruno Pereira Paiva Alves. A imprensa católica na Primeira República: do fim do jornal A Palavra (1911) ao Concílio Plenário Português (1926), 2012. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra.
2. Neto, Vítor. Participação no júri de Joaquim José Carvalhão Teixeira Santos. O Cinema no "Entroncamento" do "Progresso". Contributo para a História do Espectáculo Cinematográfico em Portugal, 2011. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra.
Numa tese apresentada em dois volumes o autor publicou um vasto estudo sobre a história do cinema em Pampilhosa. Depois de definir os conceitos e práticas estudou os primeiros tempos da arte cinematográfica. Analisou os anos 20, tempo do cinema mudo e estudou a programação e a sua evolução. Por outro lado fez as história dos tempos áureos do sonoro. No II Volume aparecem os quadros e gráficos numa abordagem exaustiva de um cinema de província que se manteve vivo durante décadas.

3. Neto, Vítor. Participação no júri de Daniele Serapiglia. La via portoghese al corporativismo, 2009. Tese (Humanidades) - Universita degli Studi - Bologna.
O autor mostra como o corporativismo representou o elemento fundamental da ideologia do Estado Novo português. A Constituição de 1933 foi uma importante arma de propaganda nas mãos do governo de Oliveira Salazar. Concebido na teoria como síntese do pensamento social católico o corporativismo nacional do pós-guerra foi modelado a partir do exemplo do da Itália de Benito Mussolini.O volume propõe-se analisar a evolução do corporativismo português dos finais do século XIX até 1943.

4. Neto, Vítor. Participação no júri de Jorge Pais de Sousa. Guerra e Nacionalismo na I República e no Estado Novo, Entre a Democracia e a Ditadura (1914-1939), 2009. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra.
O autor desta tese estuda i impacto da Grande Guerra em Portugal, a crise da República e o Sidonismo. Os governos da "União Sagrada" e as duas frentes de Guerra africana e europeia.. O CEP e a batalha de La Lys também são abordados. A Ditadura Militar e a sua evolução até ao Estado Novo. A reflexão sobre Salazar e Gonçalves Cerejeira. O nascimento do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) contríbuiram para a formação do Fascismo de Cátedra de Oliveira Salazar. Como exemplo do antifascismo o autor chama a atenção para o catedrático Aurélio Quintanilha vítima da intolerância política do regime.

5. Neto, Vítor. Participação no júri de Luís Bigotte Chorão. A Crise da República e a Ditadura Militar, 2008. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra.
6. Neto, Vítor. Participação no júri de Paulo Fernando de Oliveira Fontes. Elites Católicas em Portugal: O Papel da Acção Católica (1940-1961), 2007. Tese (História Contemporânea) - Universidade Católica Portuguesa.
Num texto que ultrapassa as 1.000 páginas Paulo Fontes Estuda e explica a Acção Católica em Portugal e o seu papel. A cronologia situa a obra entre a II Guerra Mundial e a Guerra Colonial. Trata-se de um estudo totalizador sobre as organizações católicas no contexto da sociedade. Analisa a Igreja Católica da Concordata ao II Concílio do Vaticano. Durante o seu trabalho realça sobre a função das elites católicas em Portugal. Obra indispensável para quem quer conhecer esta temática no nosso país.

7. Neto, Vítor. Participação no júri de Maria Lúcia de Brito Moura. A Guerra Religiosa na Primeira República, 2004. Tese (História Contemporânea) - Universidade de Coimbra.
A tese da Maria Lúcis de Brito Moura Editada pela Editorial Notícias em 2004 é a obra fundamental para o conhecimento da questão Religiosa na I República. o subtítulo Crenças e Utopias num tempo de utopias é perfeitamente correcto para caracterizar essa fase da nossa história. A autora analisa bem as relações da Igreja com a Lei de Separação e as sua consequências. a Questão dos padres pensionistas e não pensionista volta a ser abordada, as associações cultuais, as divisões religiosas entre o povo, a revolta do mundo rural e o registo civil obrigatório. A escola também não escapa ao estudo da autora.



Mestrado
Master degree
1. Neto, Vítor. Participação no júri de Maria Albertina Nunes Viana. Eduardo Moreira. Um Construtor da Diferença, 1999.  Dissertação (Humanidades) - Universidade do Porto.
A autora faz a biografia de Eduardo Moreira uma das figuras cimeiras do Protestantismo em Portugal. Contextualiza a palavra escrita do protestante e explica a sua vida de cidadão no país e na cidade do Porto. Poeta foi também um prosador significativo. A obra tem dois volumes nos quais se apresenta um vasto apêndice documental. Mostra-nos como Moreira é uma personalidade-chave na construção do pluralismo religioso no nosso país.
2. Neto, Vítor. Participação no júri de Margarida Conceição de Jesus Ferreira. Amílcar Paulo. Uma vida na defesa de um povo proscrito, 1999.  Dissertação (Humanidades) - Universidade do Porto.
O estudo incide sobre a descoberta da existência de Crptojudaicos no Norte e Centro de Porugal e refere-se ao capitão Barros Basto e ao movimento de resgate dos marranos portugueses. Analisa o papel de Amílcar Paulo, as suas motivações e paixão pelo tema das populações marranas. Dedicou-se 37 anos à pesquisa e à escrita sobre a temática enunciada. Fomentou também a amizade com Israel.


Participação em outros júris
Other jury participation


Concursos de aquisição
Aquisition concourse
1. Neto, Vítor. Membro do júri do prémio de História Contemporânea para jovens investigadores (prémio Victor de Sá), 2003.
Membro do júri do prémio de História Contemporânea para jovens investigadores (prémioVictor de Sá) na Universidade do Minho, 12ª Edição, 2003. O premiado foi Daniel Jorge Seixas de Melo que concorreu com um estudo sobre "A leitura pública no Portugal contemporâneo (1926-1987).



Participação em eventos
Event participation
Participação como Membro da Comissão Científica
Participation as Member of the Program Committee
1. O Estado e a Igreja na 1ª República, 2001 (Congresso).
Nome do evento: O Estado e a Igreja da Idade Média à Actualidade; Nome da Instituição: Instituto de História e Teoria das Ideias; Cidade do evento: Coimbra / Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.
2. As Oficinas da História, 1999 (Workshop).
Nome do evento: As Oficinas da História; Nome da Instituição: Grupo de História da Faculdade de Letras de Coimbra; Cidade do evento: Coimbra / Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Outro tipo de participação
Other kind of participation
1. António Aires de Gouveia. Um bispo maçónico?, 2011 (Conferência).
Nome do evento: Ciclo de conferências "Café com História"; Nome da Instituição: Ideias Concertadas; Cidade do evento: Coimbra / Livraria Almedina Estádio.
Esta conferência sobre Aires de Gouveia integrou-se no ciclo de Conferências que eu co-organizei e que tiveram lugarna livraria Almedina Estádio de Coimbra. Este ciclo visou abrir o debate sobre diferentes temáticas da História e contou com a participação de vários historiadores. Na minha conferência baseei-me sobre no processo de Gouveia que descobri no Arquivo Secreto do Vaticano.
2. A Crise da I República Portuguesa e a Contra-Revolução (1919-1926), 2011 (Congresso).
Nome do evento: "Tempos de Guerra e de Paz. Estado, Sociedade e Cultura nos Séculos XX e XXI"; Nome da Instituição: Universidade de São Paulo; Cidade do evento: São aulo / Universidade de São Paulo.
Esta participação no Colóquio de São Paulo numa iniciativa conjunta entre a USP e o CEIS20 permitiu-me falar sobre a crise da I República Portuguesa e a contra-revolução entre 1919 e 1926 quando o regime entrava na fase última de desagregação.
3. A Questão Religiosa na I República: Da ruptura ao compromisso., 2010 (Congresso).
Nome do evento: Colóquio A República e as Ilhas - História e Memória; Nome da Instituição: Universidade dos Açores; Cidade do evento: Ponta Delgada / Universidade dos Açores.
A minha comunicação no Colóquio dos Açores que celebrou o Centenário da República integrou-se nas Comemorações que sobre o assunto se realizaram em Portugal. A Questão Religiosa, central na vida do novo regime foi abordada numa perspectiva diacrónica. Daí a ruptura inicial do Estado e da Igreja católica e a aproximação entre as duas instituições que se foi dando a partir do Sidonismo especialmente após a reforma da Lei da Separação pelo ministro da Justiça da altura, Moura Pinto. O restabelecimento das relações políticas e diplomáticas com a Santa Sé saiu reforçada com a vinda para Portugal do Núncio Apostólico.
4. Comunicação - A Questão Religiosa na Primeira República, 2010 (Seminário).
Nome do evento: A experiência da Primeira República: Brasil e Portugal; Nome da Instituição: Fundação Getúlio Vargas e CEIS20; Cidade do evento: Rio de Janeiro / Fundação Getúlio Vargas.
5. Religião e República, 2010 (Conferência).
Nome do evento: Figuras da Cultura do Porto nas comemorações da República; Nome da Instituição: Centro Nacional de Cultura/Núcleo do Porto; Cidade do evento: Porto / Palacete Viscondes de Balsemão.
6. Religião e I República, 2010 (Conferência).
Nome do evento: Figuras da Cultura do Porto; Nome da Instituição: Centro Nacional de Cultura/Nùcleo do Porto; Cidade do evento: Porto / Palácio dos Visconds de Balsemão.
7. Congresso Internacional. I República e Republicanismo, 2010 (Congresso).
Nome do evento: Congresso Internacional. I República e Republicanismo; Nome da Instituição: Centro das comemorações da Primeira República; Cidade do evento: Lisboa / Assembleia da República - Sala do Senado.
8. A Elite Parlamentar na 1ª República, 2010 (Congresso).
Nome do evento: A experiência da Primeira República: Portugal e Brasil; Nome da Instituição: CEIS20; Cidade do evento: Coimbra / Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
9. A Religião e a I República, 2010 (Conferência).
Nome do evento: Ciclo "100 anos de República"; Nome da Instituição: Livraria Almedina; Cidade do evento: Coimbra / Livraria Almedina Estádio.
10. Afonso Costa: entre a República e os Socialismos, 2010 (Congresso).
Nome do evento: República, Universidade e Academia; Nome da Instituição: CEIS20; Cidade do evento: Coimbra / Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.
11. O Estado e a Igreja na 1ª República, 2009 (Congresso).
Nome do evento: A Igreja e o Estado em Portugal da 1ª República ao limiar do século XXI; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão; Cidade do evento: Vila Nova de Famalicão / Museu Bernardino Machado.
12. Anticlericalismo e República, 2008 (Congresso).
Nome do evento: Centenário da Vereação Republicana em Lisboa 1908-2008; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Lisboa; Cidade do evento: Lisboa / Salão Nobre da Câmara.
13. O Atentado de Serajevo e as Origens da Grande Guerra, 2008 (Congresso).
Nome do evento: O Regicídio; Nome da Instituição: IHC e CEIS20; Cidade do evento: Lisboa / Sala do Conselho - União de Associações de Comércio e Serviços.
Fui um dos coordenadores científicos do Congresso que teve 20 comunicações e se realizou durante dois dias.
14. A Crise Religiosa de 1901, 2007 (Congresso).
Nome do evento: Hintze Ribeiro (1849-1907) da Regeneração ao Crepúsculo da Monarquia; Nome da Instituição: Presidência do Governo Geral dos Açores/Direcção Regional de CUltura; Cidade do evento: Ponta Delgada / S. Miguel, Açores.
Este Artigo analisa a confrontação entre clericais e anticlericais resultante da tentativa de fuga de Rosa Calmon, filha do Cônsul do Brasil no Porto para ingressar numa ordem religiosa. As manifestações do Porto propagaram-se a Lisboa e houve uma crise política que acabaria pela legalização das ordens religiosas por Hintze Ribeiro que assim viveram até ao 5 de Outubro de 1910.
15. Sidónio e o Sidonismo, 2006 (Mesa-Redonda).
Nome do evento: Mesa-Redonda; Cidade do evento: Coimbra / Teatro Académico Gil Vicente (TAGV).
16. O liberalismo católico de Alexandre Herculano, 2005 (Congresso).
Nome do evento: Alexandre Herculano: Um Pensamento "Poliédrico". Colóquio Comemorativo dos 120 Anos da sua Morte (1877-1997); Nome da Instituição: Bibliotecas Municipais de Lisboa; Cidade do evento: Lisboa / Hemeroteca Municipal de Lisboa.
17. La laisation de l'État au Portugal, 2005 (Congresso).
Nome do evento: La Laicité dans le Monde Ibérique et Mediterranée: Idéologies, Institutions et Pratiques; Nome da Instituição: Paris X - Nanterre; Cidade do evento: Paris / Universidade.
18. O Estado de Hitler e as suas Fases (Formação, Consolidação e Radicalismo), 2005 (Outra).
Nome do evento: Acção de Formação para Professores de História da Escola Eugénio de Castro; Nome da Instituição: Escola Eugénio da Castro; Cidade do evento: Coimbra / Escola Eugénio de Castro.
19. O Estado Nazi (1933-1945), 2005 (Conferência).
Nome do evento: Acção de Formação para Professores e Alunos do Ensino Secundário; Nome da Instituição: Escola Secundária Jaime Magalhães Lima; Cidade do evento: Aveiro / Escola Secundária Jaime Magalhães Lima.
20. Os Problemas Eclesiásticos no Parlamento (1834-1841), 2004 (Congresso).
Nome do evento: As Cortes e o Parlamento em Portugal: 750 Anos das Cortes de Leiria de 1254; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Leiria; Cidade do evento: Leiria / Auditório da Escola Superior de Educação.
21. A Utopia de J. F. Henriques Nogueira, 2004 (Congresso).
Nome do evento: Encontro de História das figuras do Poder; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Torres Vedras; Cidade do evento: Torres Vedras / Auditório da Câmara.
Contrariamente ao que alguns historiadores portugueses pensam também houve pensadores utópicos entre nós. O exemplo disso, é Henriques Nogueira um jovem ideólogo que combinava as influências ideológicas externas com as internas. Conhecedor do pensamento europeu avançado combinou-o com o de autores nacionais como Alexandre Herculano e António Feliciano de Castilho. Construiu um modelo de sociedade alternativo em relação ao liberalismo monárquico. Foi um sonhador em meados do século XIX.
22. O Estado e a Igreja na Primeira República, 2003 (Conferência).
Nome do evento: Encontros de Outono. A Igreja e o Estado em Portugal. Da primeira República ao limiar do século XXI; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Famalicão; Cidade do evento: Vila Nova de Famalicão / Auditório Municipal.
Congresso com uma boa participação de conferencistas e do público numa cidade habituada a realizar este tipo de eventos. O Estado e a Igreja vistos na longa duração contribuíram para um melhor entendimento do fenómeno político-eclesiástico no século XX:.
23. Tradicionalismo e Modernidade na Cultura Portuguesa, 2003 (Conferência).
Nome do evento: Tradição e Modernidade. Portugal: passado e presente; Nome da Instituição: Grupo de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Cidade do evento: Coimbra / Auditório da Reitoria.
Nesta Conferência procurámos explicar as relações dialécticas entre o Tradicionalismo e a Modernidade nos séculos XIX e XX. Apresentámos as ideias de escritores conservadores com Júlio Dantas por um lado e intelectuais modernistas como Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Santa-Rita Pintor, Amadeu de Sousa Cardoso e outros. .
24. O Estado e a Igreja no contexto das relações internacionais, 2003 (Conferência).
Nome do evento: Seminário para o II Ciclo em História; Nome da Instituição: Universidade dos Açores (pólo de Angra do Heroísmo); Cidade do evento: Angra do Heroísmo / Universidade dos Açores (Pólo d Angra do Heroísmo).
25. O Saudosismo na Cultura Portuguesa, 2002 (Conferência).
Nome da Instituição: Universidade Carolina; Cidade do evento: Praga / Faculdade de Letras da Universidade Carolina.
Esta Conferência realizada na Faculdade de Letras da Universidade Carolina em Praga foi destinada aos alunos checos que aprendem português nessa Universidade. Também estiveram professores desse país que ensinam língua e cultura portuguesa. No fim houve um diálogo alargado sobre a originalidade da nossa cultura.
26. Les Minorités Religieuses, 2002 (Conferência).
Nome da Instituição: Université de Nancy 2; Cidade do evento: Nancy / Université de Nacy 2.
Esta ida a Nancy deu-se ao abrigo do programa SÒCRATES-ERASMUS. O Objectivo foi o de divulgar entre os franceses os conhecimentos sobre as religiões na Segunda metade do século XIX e primeira década do século XX.
27. L'Église Catholique et la Science (1860-1910), 2002 (Conferência).
Nome da Instituição: Université de Nancy 2; Cidade do evento: Nancy / Université de Nacy 2.
Ao abrigo do programa SÒCRATES-ERASMUS desloquei-me à Universidade de Nancy2 onde proferi duas conferências sobre a Igreja católica e a Ciência (1860-1910) e As Minorias Religiosas em Portugal 1841-1911. Depois de realizadas as conferências houve debate com os colegas franceses numa perspectiva comparativa entre as realidades político-eclesiásticas dos dois países.
28. Miguel Bombarda e Manuel Fernandes Santana - um confronto de Ideias, 2002 (Congresso).
Nome do evento: 1º Congresso Internacional de Cultura Humanística-Científica Contemporânea, Miguel Bombarda e as singularidades de uma época; Nome da Instituição: Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX (CEIS20); Cidade do evento: Coimbra / Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.
29. O Estado e a Igreja no Tempo de Afonso Costa, 2001 (Outra).
Nome do evento: A Vida e a Obra de Afonso Costa. IV Jornadas históricas; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Seia; Cidade do evento: Seia / Auditório.
30. Estado, Igreja e Anticlericalismo na 1ª República, 2001 (Congresso).
Nome do evento: O Anticlericalismo Português: História e Discurso; Nome da Instituição: Universidade de Aveiro; Cidade do evento: Aveiro / Universidade de Aveiro.
31. O Estado e a Igreja, 2001 (Congresso).
Nome do evento: Novas Temáticas no Ensino da História. O Século XIX em Portugal; Nome da Instituição: IHC da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Cidade do evento: Lisboa / FCSH.
32. O Estado e a Igreja na Segunda Metade do Século XIX, 2000 (Outra).
Nome do evento: X Curso de Verão; Nome da Instituição: Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa; Cidade do evento: Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.
33. Congresso de Estudos Queirosianos. IV Encontro Internacional de Queirosianos, 2000 (Congresso).
Nome do evento: Congresso de Estudos Queirosianos. IV Encontro Internacional de Queirosianos.; Nome da Instituição: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Cidade do evento: Coimbra / Faculdade de Letras.
34. As elites intelectuais e políticas em Portugal, 1834-1922, 2000 (Congresso).
Nome do evento: As elites intelectuais e políticas em Portugal, 1834-1922; Nome da Instituição: Câmara Municipal de Amarante; Cidade do evento: Amarante / Auditório da Câmara .
35. O Estado e a Igreja, 2000 (Conferência).
Nome do evento: X Curso de Verão; Nome da Instituição: Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Cidade do evento: Lisboa / Anfiteatro da FCSH da UNL.
36. O Nacionalismo Católico de Jacinto Cândido, 2000 (Congresso).
Nome do evento: Da Monarquia à Europa: o percurso das ideias; Nome da Instituição: Comemorações do VIII Centenário da cidade da Guarda; Cidade do evento: Guarda / Auditório da Câmara Municipal da Guarda.
37. Eça de Queiroz e a Geração de 70, 2000 (Mesa-Redonda).
Nome do evento: Eça de Queiroz e a Geração de 70; Nome da Instituição: Reitoria da Universidade de Coimbra; Cidade do evento: Coimbra / Faculdade de Letras.
38. A Igreja e a Ciência, 1997 (Outra).
Nome do evento: Jornadas de História das Ideias. História de Portugal Hoje. Temas e Problemas; Nome da Instituição: Instituto de História e Teoria das Ideias; Cidade do evento: Coimbra / Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.
39. Alexandre Herculano. Liberalismo e Romantismo, 1997 (Congresso).
Nome do evento: Alexandre Herculano. Liberalismo e Romantismo; Nome da Instituição: Escola Superior de Educação de Santarém; Cidade do evento: Santarém / Escola Superior de Santarém.
40. A Religião na Cultura Portuguesa, 1997 (Mesa-Redonda).
Nome do evento: A Religião na Cultura Portuguesa; Nome da Instituição: TAGV; Cidade do evento: Coimbra / TAGV.
41. Regalismo e Ultramontanismo. A Revolta no Seminário de Bragança., 1993 (Congresso).
Nome do evento: Congresso Histórico - Páginas da História da Diocese de Bragança-Miranda; Nome da Instituição: Diocese de Bragança; Cidade do evento: Bragança / Teatro Paulo Quintela.
42. III Encontro de História Religiosa e da Igreja em Portugal, 1990 (Encontro).
Nome do evento: III Encontro de História Religiosa e da Igreja em Portugal; Nome da Instituição: Centro de Estudos de História Religiosa e da Igreja em Portugal; Cidade do evento: Lisboa / Universidade Católica.
A comunicação visou apresentar as linhas gerais da domesticação parcial da Igreja pelo Estado na Época Contemporânea.



Participação editorial em revistas
Magazine editorial participation
1. Neto, Vítor. Revista de História das Ideias, desde 2013/04/19, Função ou tipo de participação: Conselho redactorial, Editora: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.







Indicadores de produção (Production indicators)

Total
Produção científica
Scientific production
40

Livros e capítulos
Books and book chapters
12
Livros publicados ou organizados
Published or organized books
3
Capítulos de livros publicados
Published book chapters
9
Artigos científicos em revistas
Papers in periodics
17
Sem arbitragem científica
Without scientific refereeing
17
Trabalhos em eventos
Papers in conference proceedings
7
Sem arbitragem científica
Without scientific refereeing
7
Textos em jornais ou revistas
Texts in journals or magazines
3
Revistas
Magazines
3

Total
Produção técnica
Technical production
4

Outros tipos de produção técnica
Other technical production
4

Total
Dados complementares
(Additional data)
60

Orientações
Orientations
5
Participação no Júri de Graus Académicos
Academic Degrees jury participation
9
Participação em Outros Júris
Other jury participation
1
Participação em Eventos
Event participation
44
Participação editorial em revistas
Magazine editorial participation
1


Outras informações relevantes
Actualmente sou essencialmente um historiador da História Politica e da História da Cultura dos Séculos XX e XXI, tanto no ensino como na investigação.
Trabalho sobre dois projectos: 1.
O Pensamento Jurídico-Político de Marnoco e Sousa; 2.
O Fascismo e as várias Direitas em Coimbra nos anos iniciais do Estado Novo.
No seu conjunto a minha obra reflecte um esforço de entendimento e uma tentativa de explicação científica das relações entre o Estado e a Igreja Católica durante a Monarquia Constitucional e a I República em Portugal.
Para além disso, tenta-se captar as origens e a evolução das minorias religiosas em Portugal até à definição jurídico-política da liberdade de cultos em 1911.
Por outro lado, revela-se uma grande preocupação com o problema das utopias e da modernidade no nosso país.
As publicações também expressam uma tentativa mais, ou menos, explícita da assumpção de um modelo de História Comparada especialmente no que concerne às influências ideológicas francesas e, um pouco italianas, na nossa história político-eclesiástica.
Também dei alguns passos, com um certo significado, no sentido de compreender a religiosidade popular.
No entanto, agora optámos fundamentalmente pela investigação de alguns aspectos da História Política durante o Estado Novo.
Não recebi qualquer apoio financeiro para estes projectos: Apenas para a Dissertação de doutoramento defendida na UC, em 1996, pelo então INIC e pela FCG (este para efectuar investigação no Arquivo do Vaticano).
Porém, recebi apoio em material informático do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) e no financiamento de duas viagens ao Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), onde participei num Seminário e num colóquio internacional apresentando comunicações.
Os artigos aguardam publicação nas Actas dos referidos eventos.


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