Curriculum Vitae

Lara Natacha Ferreira Soares

Data da última atualização »Last update : 19/12/2017


Lara Natacha Ferreira Soares. É da Universidade do Porto. Possui 37 itens de produção técnica. Actua na área de Artes


Endereço de acesso a este CV:

http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=0636739897662006


Dados pessoais (Personal data)
Nome completo
Full name
Lara Natacha Ferreira Soares
Nome em citações bibliográficas
Quoting name
Soares, Lara Natacha Ferreira
Domínio científico de atuação
Scientific domain
Humanidades-Artes.
Ciências Sociais-Ciências da Educação.
Endereço profissional
Professional address
Universidade do Porto
Faculdade de Belas Artes
Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS)
Av. Rodrigues de Freitas, 265
4049-021 Porto
Portugal
Telefone: (+351)225192400
Correio electrónico: lara.natacha.soares@gmail.com
Homepage: https://sigarra.up.pt/fbaup/pt/web_page.inicial
Sexo
Gender
Feminino»Female




Graus Académicos (Academic Degrees)
2006-2008 Mestrado
Master degree
Mestrado em Prática e Teoria do Desenho (2 anos » years) .
Universidade do Porto, Portugal.

2000-2005 Licenciatura
Licentiate degree
Artes Plásticas (5 anos » years) .
Instituto Politécnico de Leiria, Portugal.





Vínculos profissionais (Professional Positions)
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Nov/2017-Actual Outra Situação

AOFICINA CIPRL
Nov/2011-Actual Outra Situação

Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário
Set/2010-Jun/2011 Outra Situação

Instituto Politécnico de Coimbra
Set/2009-Jun/2011 Outra Situação

BALLETEATRO CONTEMPORANEO DO PORTO
Fev/2009-Jan/2011 Outra Situação

Centro de Estudos e Novas Tendências Artísticas
Dez/2006-Dez/2008 Outra Situação





Línguas (Languages)
Compreende
Understandig
Espanhol (Bem), Inglês (Bem).
Fala
Speaking
Espanhol (Bem), Inglês (Bem).

Reading
Espanhol (Bem), Inglês (Bem).
Escreve
Writing
Espanhol (Bem), Inglês (Bem).




Membro de Associações Profissionais/Científicas (Professional/Scientific Association membership)
Mar/2016 - Actual I2ADS, Membro.
Membro colaborador.




Produção científica, técnica e artística/cultural (Scientific, technical and artistical/cultural production)
Capítulos de livros publicados
Published book chapters
1. Soares, Lara N. F. 2012. Mapas Provisórios - Oficinas de artes plásticas.  In Paisagem com cidade e maçãs vermelhas. Estudo Multidisciplinar Centro Histórico de Guimarães. Projecto de animação pedagógica, ed. Fraterna, Centro Comunitário de Solidariedade e Integração Social, 1 - 304. ISBN: 978-989-97826-0-0. Guimarães: Fraterna.

Textos em jornais ou revistas
Texts in newspapers or magazines
1. Soares, Lara N. F. 02 jan. 2017. "10 x10 Desejo de uma outra escola" Revista Matéria prima vol 5 (no 1, janeiro-abril 2017), 1 - 2.
2. Soares, Lara N. F. 24 out. 2014. " Experiência 3 - Os de Cima e os de Baixo" LURA 27, 1 - 12.
3. Soares, Lara N. F. 01 set. 2014. "Experiência 2 - BOLO ARCO-ÍRIS Uma receita para domingo à tarde…" LURA 27, 1 - 12.
4. Soares, Lara N. F. 01 out. 2012. "ARQUIVOS e outras formas de construção de memória" LURA 22, 1 - 12.
5. Soares, Lara N. F. 02 abr. 2012. "OFICINAS DA IMAGEM" LURA 21, 1 - 12.
6. Soares, Lara N. F. 02 jan. 2012. "Laboratórios de Criação e Formação para Jovens" LURA, 1 - 12.



Apresentação oral de trabalho
Oral work presentation
1. Soares, Lara N. F. Negotiation: an essay of subjectivation,5PRAE - 5th Encounter on Prectices os Research in Arts Education,Porto,2017 (Comunicação).
Download here the full programme and texts: https://5eprae.wordpress.com/programme/.

2. Soares, Lara N. F. 10 x10 Desejo de uma outra escola ,V Congresso Internacional Matéria-Prima: práticas das Artes Visuais no ensino básico e secundário ,Lisboa,2016 (Congresso).
3. Soares, Lara N. F. Entre o centro e a periferia - desejos e fricções,Seminário Arte e Design,Coimbra,2016 (Seminário).
4. Soares, Lara N. F. BAREFOOT ON CHAOS,4EPRAE - encounter on practices of research in arts education,Porto,2016 (Comunicação).
5. Soares, Lara N. F. The Metaphor Of Darkness,ECER 2016 Leading Education: The Distinct Contributions of Educational Research and Researchers,Dublin,2016 (Conferência ou palestra).
PROPOSAL INFORMATION: To think about artistic creation or the history of art in the negative, not based on light, but on darkness, not based on the day – the history – but on the night – everything which was left out of the historical narrative or which appears in it as being an exception. (Faria, 2013) This is how the text for the exhibition Lessons of Darkness, which was open to the public from January to December 2013 in the José de Guimarães International Arts Centre, in Guimarães, Portugal, begins. Taking this exhibition as a case study, and taking a point of view from the educational service, where I am integrated and in which I transform myself every day, my proposal is to think this place – educational service – as a performative and disruptive space that can have a role in the public dimension, crucial to the understanding of what surround us. A possibility of an up-to-date research within the PHD would be a macroscopic approach, referring to its organization, management of resources, budgets, positioning and theoretical approaches, dissecting the schedule of activities, pedagogical and artistic contents, all in one, focusing on the ‘what?’. I am, however, more interested in the ‘how?’, in a microscopic perspective on the practices of contact between education and art. On the classroom, the theatre stage or the museum room, the garden or the private house which gathers stories by the fireplace. I am interested in thinking how the participants (teachers, students, artists) act and experience these places and times where proposals become events. Thinking about how the contents are worked upon in the inside of these places and which relationships of transferibility are created. ‘More than an exhibition, Lessons of Darkness is the motto for the new and broader assembly of this Centre. Just like the exhibition which was previously presented, based on the collections of José de Guimarães, which form the assets of the intitution, we project towards summon.

6. Soares, Lara N. F. O 10 x 10: Emergência e Percurso,Seminário Internacional do Projeto de investigação da unidade de investigação educação e desenvolvimento sobre o projeto 10x10 da Fundação Calouste Gulbenkian,Costa da Caparica,2015 (Seminário).
7. Soares, Lara N. F. O Fantástico na Escola II: Contributos para a implementação de uma educação artística de qualidade para todos, Congresso Ibero-Americano de Educação Artística - Sentidos Transibéricos,Beja,2008 (Congresso).
8. Soares, Lara N. F. O Fantástico na Escola: Contributos para a implementação de uma educação artística de qualidade para todos,Conferência Nacional de Educação Artística,Porto,2007 (Conferência ou palestra).

Curso de curta duração lecionado
Taught short course
1. Soares, Lara N. F. Comparações, 2016 (Outra), promovido por Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.
Duração: 10 horas. Local: Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Cidade: Coimbra, Tipo de participação: Docente.
2. Soares, Lara N. F. BAREFOOT ON CHAOS, 2016 (Extensão), promovido por www.kunstskole.com.
Duração: 3 dias. Local: kunstskole, Cidade: Bekkestua - Oslo, Tipo de participação: Docente.

Desenvolvimento de material didáctico ou pedagógico
Didactic and pedagogic material development
1. Soares, Lara N. F. Exposição - Os Pirómanos,2017. 
Os Pirómanos Rui Moreira 28 janeiro a 04 junho Exposição Salas #09-11 Nascido em 1971, Rui Moreira tem vindo a desenvolver um percurso ímpar, extraordinariamente singular, raro no panorama português e internacional da arte contemporânea. O seu trabalho desenvolve-se quase exclusivamente na área do desenho e constitui-se como um terreno de reflexão política e poética sobre a condição humana. Nesta exposição, concebida em parceria com a EGEAC, o artista apresenta a mais abrangente exposição que alguma vez realizou em Portugal. Nela, poderemos ver um amplo conjunto de desenhos de grande escala – cuja execução, meticulosa e densa, se estende por vários meses, como que incorporando o tempo do quotidiano bem como o tempo da história. O cinema, a poesia, a citação de outros artistas, alguns anónimos, de outros tempos, são referências constantes num trabalho que faz conviver de forma sublime a figura geométrica, a proliferação de formas-simbólicas e a figura humana, afinal o centro de todo o pensamento do artista. Curadoria de Nuno Faria e João Mourão Parceria e coprodução com EGEAC, Câmara Municipal de Lisboa Agradecimentos à Galeria Jeanne Bucher Jaeger Fotografia: Máquina de emaranhar Paisagens VII Cortesia Jeanne Bucher Jaeger, Paris Coleção Société Générale, Paris © Miguel Angelo Guerreiro.

2. Soares, Lara N. F. Exposição - Destinerrância - O lugar do morto é o lugar da fotografia Edgar Martins,2017. 
Destinerrância - O lugar do morto é o lugar da fotografia Edgar Martins 28 janeiro a 04 junho Exposição Salas #12-13 Poucos fotógrafos têm, como Edgar Martins, desenvolvido uma reflexão tão poderosa sobre os regimes de visualidade contemporâneos, o uso da fotografia em contexto institucional, a relação da fotografia com a nossa vida e a nossa morte. A exposição que apresenta no CIAJG resulta de um projeto que foi longamente preparado e que teve duas primeiras e consideravelmente mais pequenas apresentações em Lisboa, no MAAT e na Cristina Guerra Contemporary Art. Trata-se de uma investigação empreendida nos arquivos do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, a instituição que tem jurisdição legal sobre o corpo depois da morte. A reflexão visual que levou a cabo resulta numa exposição poderosa e, por vezes, chocante, do poder da imagem fotográfica e gráfica para reter a memória de um corpo que transpôs ou está prestes a transpor a fronteira que separa a vida da morte, a respiração da petrificação. Nesse sentido, convocando imagens de arquivo – entre fotografias, desenhos e carts, por exemplo, e imagens do autor, a exposição constitui-se como um momento privilegiado para pensarmos o papel da fotografia no mapeamento da morte. Parceria com Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

3. Soares, Lara N. F. Exposição - Cosmic, Sonic, Animistic Coleção Permanente e Outras Obras,2017. 
Cosmic, Sonic, Animistic Coleção Permanente e Outras Obras A partir de 28 janeiro Exposição Salas #01-08 Este será um ano de muita movimentação no espaço da coleção permanente do CIAJG com uma constante alternância entre artistas mais novos e mais experientes e com uma grande variedade de propostas, incluindo a apresentação de obras inéditas de José de Guimarães, patrono do Centro. No primeiro ciclo expositivo de 2017, abordaremos o corpo sob diferentes pontos de vista – o corpo e a morte, o corpo e a guerra, o corpo e a história, a representação do corpo. Vivemos tempos de incerteza, tudo parece mudar velozmente e com direção aleatória. Neste ciclo, falaremos sobre mudança e permanência, mostramos a grande e a pequena escala, o universal e o íntimo. Numa época de dúvida, a memória ganha uma importância fundamental. Assim, são vários os artistas que trabalham com arquivos, que procuram sondar o passado e trazê-lo ao presente para preparar, talvez, a construção do futuro. Possamos fazer também nós, espetadores-atores, essa reflexão! Arte Africana, Arte pré-Colombiana e Arte Chinesa Antiga da coleção de José de Guimarães. Objetos do património arqueológico, popular e religioso. Obras de Christine Henry, António Bolota, José de Guimarães, Vasco Araújo, Rui Toscano, Stefano Serafin, Franklin Vilas Boas, Rosa Ramalho, Ernesto de Sousa, Tomás Cunha Ferreira, Musa paradisiaca, Jaroslaw Flicinski Stefano Serafin, Arte em Estado de Guerra Curadoria de Paula Pinto Com a colaboração de FAST - Foto Archivio Storico Trevigiano della Provincia di Treviso António Bolota, Sem escala Com a colaboração da Galeria Vera Cortês Christine Henry, Birds.

4. Soares, Lara N. F. Criação de dispositivo para visita-oficina,2017. 
5. Soares, Lara N. F. Exposição - Rui Toscano | Civilizações de Tipo I, II e III,2016. 
Rui Toscano | Civilizações de Tipo I, II e III 27 de fevereiro a 12 de junho Com a exposição “Civilizações de Tipo I, II e III”, Rui Toscano prossegue, aprofunda e, em certa medida, expande a investigação em torno do universo de exploração espacial, que o artista havia já abordado em peças isoladas e de um tema ao qual dedicou recentes exposições. A presente exposição reúne um conjunto de peças inéditas bem elucidativo do vasto espectro de suportes que Rui Toscano explora, que vão do som à luz, passando pela imagem fotográfica, a pintura, o desenho e o vídeo, mas também das estratégias que vem persistentemente desenvolvendo ao longo do seu trabalho, há já mais de 20 anos. A exposição constitui uma parceria com o Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea. .

6. Soares, Lara N. F. Exposição - Francisco Janes | We have everything and we have nothing,2016. 
Francisco Janes | We have everything and we have nothing 27 de fevereiro a 03 de julho Francisco Janes é um artista português formado no Ar.Co e que, atualmente, vive em Vilnius, na Lituânia. O trabalho que desenvolve integra o filme, a fotografia e o som para abordar sítios particulares construídos por mão de homem onde os ciclos da natureza e a ressonância do cosmos se confundem com os rituais humanos de celebração do lugar.

7. Soares, Lara N. F. Exposição - João Grama | A idade do perigo,2016. 
João Grama | A idade do perigo 27 de fevereiro a 03 de julho Na exposição “A idade do perigo”, João Grama, artista formado no Ar.Co, sistematiza uma interrogação sobre a aproximação entre as entidades humana e animal, relação arcaica e repleta de estranheza, alteridade e reconhecimento. Focando a atenção na figura da armadilha, enquanto artifício que propicia o encontro, João Grama demanda paisagens e lugares longínquos, no mar ou na montanha, no litoral ou no exterior, para refletir sobre a temporalidade e a metafísica da existência.

8. Soares, Lara N. F. Exposição - Objecto Estranhos: Ensaio de proto-escultura,2016. 
Objecto Estranhos: Ensaio de proto-escultura 01 julho 2016 a 15 de janeiro 2017 Na primeira noite do mês de julho, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães inaugura um novo ciclo expositivo marcado pela celebração da riqueza do território e da comunidade vimaranenses. A exposição “Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura” tem por objetivo reunir um amplo conjunto de peças do património religioso, popular e arqueológico da região, fazendo-as dialogar com peças de artistas contemporâneos. Através da extensa paisagem de objetos expostos – que vão desde as pinturas de Mestre Caçoila até ex-votos em cera, passando por peças notáveis de alguns dos mais significativos espólios museológicos do Concelho, como é o caso de S. Torcato, S. Francisco ou Fermentões – pretendemos celebrar a riqueza, a pluralidade e a idiossincrasia de uma terra muito densa, através não só da reunião desses objetos mas, igualmente e sobretudo, de uma plêiade de convidados que, no âmbito e no interior da exposição, ajudarão a perceber as crenças, os hábitos e rituais que organizam a vida das pessoas. Com Mestre Caçoila (pintor aos domingos) e Musa paradisiaca Peças das Coleções de Museu de Alberto Sampaio, Sociedade Martins Sarmento, Museu da Agricultura de Fermentões, Venerável Ordem Terceira de São Francisco, Associação Artística da Marcha Gualteriana, Igreja de São Domingos e gentis colecionadores particulares Curadoria f.marquespenteado e Nuno Faria Quinta, 15 dezembro | 18h00 PAC / CIAJG Conferência "Obecto de Arte Obejcto Mágico" Com o filósofo José Gil Entrada livre O filósofo José Gil é um dos grandes pensadores da atualidade, capaz como poucos de articular diversos campos do conhecimento e de pensar o mundo em que vivemos com argúcia e profundidade. No âmbito da exposição “Objectos Estranhos”, vem falar-nos dos poderes da magia e da feitiçaria e da reemergência de processos propiciatórios no pensamento contemporâneo, temática sobre a qual tem incidido a reflexão mais rec.

9. Soares, Lara N. F. Exposição - Caminhos de Floresta Sobre Arte, Técnica e Natureza,2016. 
Caminhos de Floresta Sobre Arte, Técnica e Natureza 15 de julho 2016 a 15 de janeiro 2017 Para o filósofo alemão Martin Heidegger, de cuja obra o título desta exposição é pedido de empréstimo, a produção artística é uma forma de posicionamento do homem perante a natureza. Perguntamos aqui o que significa produzir arte. Enquanto modo específico de produção, a arte produz o quê? Estando na orla, nas margens, na confluência do mundo industrializado com o mundo natural, na obra de arte “ganha forma o próprio acontecimento da clareira do ser”. Uma forma de esclarecimento. De onde vimos, quem somos, para onde vamos? Talvez a arte trilhe um caminho que não leva a parte nenhuma; um caminho de floresta feito para nos perdemos e, na diversidade da natureza, nos reencontrarmos com a origem e os fundamentos do humano. Esta exposição reúne, assim, um conjunto de aproximações e de diálogos com uma certa ideia de natureza, enquanto tematização do diverso, daquilo que nos é estranho, e de como a podemos vir a traduzir, a compreender e a habitar. Com Alberto Carneiro, Celeste Cerqueira, Filipe Feijão, Franklim Vilas Boas, Ilda David, Maria Capelo, Musa paradisiaca + Tomé Coelho, Reis Valdrez Curadoria Nuno Faria.

10. Soares, Lara N. F. Exposição - Labirinto e Eco Coleção Permanente e Outras Obras,2016. 
Labirinto e Eco Coleção Permanente e Outras Obras Com intervenção de Tomás Cunha Ferreira Todo o ano “Labirinto e Eco” é o mote da atual montagem da coleção permanente do CIAJG. Durante o período de um ano as salas do piso superior do CIAJG vão acolher um extenso e variado conjunto de intervenções de artistas contemporâneos, convidados a dialogar com os notáveis objetos da coleção de José de Guimarães e outros entretanto reunidos no acervo da instituição. O eco da criação artística propaga-se pelos tempos, numa fascinante e misteriosa viagem que descobrimos com renovado espanto a cada visita que fazemos ao museu, a cada museu. No CIAJG não é diferente. Propomos uma experiência única de visita ou revisitação através do labirinto da história pelo próprio pé do espetador ou pela mão dos monitores do nosso Serviço Educativo. Com intervenção de Musa paradisiaca e performance de Pedro Calapez Obras de José de Guimarães, Vasco Araújo, Rui Toscano, Rui Chafes, Pedro Calapez, Otelo Fabião, f.marquespenteado, Tomás Cunha Ferreira, Ernesto de Sousa, Jaroslaw Flicinski, Rosa Ramalho, Franklim Vilas Boas Arte Africana, Arte pré-Colombiana e Arte Chinesa Antiga da coleção de José de Guimarães Curadoria de Nuno Faria .

11. Soares, Lara N. F. Exposição - Os Inquéritos [à Fotografia e ao Território] · Paisagem e povoamento,2015. 
Os Inquéritos [à Fotografia e ao Território] · Paisagem e povoamento Curadoria: Nuno Faria Tendo como ponto de partida a expedição à Serra da Estrela, realizada sob a égide da Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1881, que contou com a colaboração da Sociedade Martins Sarmento, a exposição reúne um conjunto de inquéritos ao território em que a fotografia (e em alguns casos o filme) assume particular relevância. Pondo lado a lado um amplo conjunto de imagens, documentos e publicações, alguns deles não antes vistos em contexto museológico, oferece-nos uma miríade de retratos do território português, tão diversos quanto fascinantes, que nos induzem a uma reflexão sobre nós mesmos e o lugar em que nos foi dado viver. Elenco: Expedição Científica à Serra da Estrela (1881), Carlos Relvas, Orlando Ribeiro, Inquérito à Arquitetura Regional (1951-55), levantamentos realizados no âmbito do trabalho do Centro de Estudos de Etnologia (Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Benjamin Pereira), Alberto Carneiro, Carlos Alberto Augusto, Duarte Belo, Álvaro Domingues, Nuno Cera e Diogo Seixas Lopes, Paulo Catrica, Valter Vinagre, André Príncipe, Daniel Blaufuks, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Álvaro Teixeira, Jorge Graça, Carlos Lobo, entre outros. .

12. Soares, Lara N. F. Exposição - Oracular Spectacular · Desenho e Animismo,2015. 
Oracular Spectacular · Desenho e Animismo Curadoria: Nuno Faria com João Maria Gusmão e Pedro Paiva Daniel Barroca, Rui Chafes, Alexandre Conefrey, Mattia Denisse, Otelo Fabião, Jorge Feijão, Rui Moreira, Pedro A. H. Paixão, Gonçalo Pena, António Poppe, Paulo Serra, Thierry Simões Dar a ver, revelar, prever, trazer para o campo do visível as forças do invisível, registar, qual sismógrafo, as variações energéticas e as ínfimas alterações ou intensidades das coisas e dos corpos, projetar aquilo que ainda não existe, parece ter sido desde tempos imemoriais o papel alargado do desenho. Desenhar é, com efeito, desde a origem da humanidade e na infância de cada indivíduo, uma poderosa ferramenta para nos constituirmos, interiormente, enquanto seres viventes, e para percebermos e integrarmos as dinâmicas do meio ambiente, daquilo que nos é exterior. Desenhar está, simultaneamente, em direta articulação com o corpo, sendo por vezes pulsional, extático e fusional, sem distância reflexiva ou estruturação intelectual, e em contacto com a mente, enquanto instrumento que ordena e classifica, descreve e prescreve, projeta e designa. É tão alargada quanto específica a prática do desenho que convocamos para esta exposição. Com efeito, reunimos um plural leque de artistas que definem, com os seus trabalhos - que em alguns casos transbordam a categoria estável de desenho, declinando-se em objeto ou filme, por exemplo - um diversificado e de certa forma inclassificável conjunto de propostas. Contudo, a evidente idiossincrasia de cada um destes universos autorais deixa perpassar um poderoso lastro visionário comum, uma capacidade inaudita de produzir visões. Ademais, há algumas caraterísticas comuns a estes universos autorais que devem ser relevadas: o processo é invariavelmente mais importante que o resultado; a linguagem, omnipresente, é permanentemente posta em crise, questionada, reconfigurada, fragmentada; a energia que transportam as figuras ou as figurações sobrepõe-se sempre .

13. Soares, Lara N. F. Exposição - José de Guimarães: Pintura: suites monumentais e algumas variações,2015. 
José de Guimarães: Pintura: suites monumentais e algumas variações Curadoria: Nuno Faria No contexto da obra heterogénea de José de Guimarães, a pintura emerge como o principal continente, o território de onde tudo parte e aonde tudo chega. Trata-se de uma produção imensa, plural nos formatos e suportes, marcada pelas diversas incursões que o artista tem feito pelas mais distantes regiões do mundo. Uma produção porosa, aberta à experimentação, em que se pode discernir com nitidez as diferentes conquistas, as influências, os processos de maturação, a reinvenção formal, a proliferação dos materiais, a construção de um imaginário povoado de bestiários e marcado pela sucessão de diferentes alfabetos ideográficos. Apesar de ter sido na gravura que JG se iniciou e em que produziu os seus primeiros trabalhos mais relevantes, como ficou bem patente na exposição Provas de Contacto, que o CIAJG dedicou em 2014 aos processos de transferência da imagem na obra do artista, a pintura surge como a disciplina onde, por excelência, se processam, sintetizam e consolidam os métodos e características da obra. A exposição dará particular destaque ao período angolano, um dos mais estimulantes de todo o percurso de JG, reunindo um conjunto de trabalhos produzidos entre 1967 e 1974 que remetem para uma prática expandida da pintura, em termos de suportes, técnicas e materiais, mas sobretudo pelo seu forte pendor experimental e crítico, operando, então, uma inédita e idiossincrática síntese entre a arte pop europeia e os signos que aprendia no seu contacto com a cultura africana. Neste contexto, mostramos vários trabalhos que faziam parte da mítica exposição que realizou no Museu de Luanda, em 1968, seguramente a primeira mostra relevante do autor, e as séries "feitiços" e "máscaras", realizadas no início da década de 70, entre 1971 e 1973, já claramente marcadas pelos novos códigos linguísticos que seriam plasmados no seu "alfabeto africano", realizado no mesmo período, e que viriam a ser .

14. Soares, Lara N. F. Exposição - A Composição do Ar ,2015. 
A Composição do Ar 17 outubro 2015 a 31 de janeiro 2016 O CIAJG reúne peças oriundas de diferentes épocas, lugares e contextos em articulação com obras de artistas contemporâneos, propondo uma (re)montagem da história da arte, enquanto sucessão de ecos, e um novo desígnio para o museu, enquanto lugar para o espanto e a reflexão. Para além da exposição “Os Inquéritos [à Fotografia e ao Território] - Paisagem e Povoamento”, que irá inaugurar no dia 17 de outubro, relembramos que poderá também (re)visitar a exposição “A Composição do Ar: coleção permanente e outras obras” patente no piso 1 do CIAJG. Recordamos que esta exposição sofreu uma remontagem no mês de julho com a apresentação da obra de Pedro Valdez Cardoso, “Ártico: narrativa e fantasmática”, que reúne uma instalação e um alargado conjunto de desenhos que estabelecem um diálogo com a prática arqueológica. Estas novas propostas juntaram-se aos ex-libris da coleção que continuam em exposição, nomeadamente o tão apreciado e visitado núcleo As Magias, que reúne um alargado conjunto de máscaras africanas. .

15. Soares, Lara N. F. Exposição - Vasco Araújo: Demasiado pouco, demasiado tarde,2015. 
Vasco Araújo: Demasiado pouco, demasiado tarde Curadoria: Nuno Faria O trabalho de Vasco Araújo (Lisboa, 1975) tem incidido de forma sistemática sobre a história do colonialismo europeu e sobre os seus efeitos tragicamente duradouros, do ponto de vista das dinâmicas relacionais de poder e de submissão entre homens de lugares e culturas diferentes. Após décadas de silenciamento, o período colonial tem sido objeto de um escrutínio crítico abrangente e consistente, com origem na academia mas também no campo das artes ou da literatura. Contudo, em Portugal, aquilo que terá mudado com a presente geração, que surgiu na década de 70 e depois, é um interesse que tem origem em inquietações também de ordem biográfica, que se ancora em vivências pessoais e que reage a um ensurdecedor silêncio e a uma prolongada amnésia que marcaram e ainda marcam a memória desse período que tantos traumas deixou por tratar. De facto, aquilo que torna particular a investigação do artista em torno desta temática é o seu interesse nas relações domésticas, íntimas, não confessadas, entre-muros, à volta da mesa e na cama - relações tanto mais problemáticas, e consequentemente difíceis de circunscrever, quanto difusas, turvas, que misturam o exercício de poder, de controlo e de domínio com uma tessitura de relações humanas, de ordem afetiva ou sexual. O artista traz para o seu terreno de investigação ferramentas e dados usados e recolhidos por outras disciplinas, tais como a história, a antropologia, a sociologia, para construir narrativas que se materializam em vídeo, escultura, pintura e fotografia. A exposição, produzida especificamente para o CIAJG, cruza diversas fontes, visuais ou de texto, recorre à história oral ou de proximidade, à literatura, ao património visual, da pintura de história à história da fotografia. Vasco Araújo constrói um discurso plural, sobrepõe planos de representação, o texto à imagem - não tem pudor no uso das palavras, das imagens ou dos objetos, faz-nos confrontar, p.

16. Soares, Lara N. F. Exposição - Carlos Relvas · Um homem tem duas sombras Paisagens, (auto)retratos, objetos e animais,2014. 
Carlos Relvas · Um homem tem duas sombras Paisagens, (auto)retratos, objetos e animais Curadoria: Nuno Faria e Luís Pavão A exposição aborda o trabalho em fotografia de Carlos Relvas (1838-1894), procurando mostrar a singularidade de uma obra que, na segunda metade do século XIX, surgiu como um clarão no contexto da eclosão da fotografia em Portugal e na Europa. A obra de Carlos Relvas incorpora uma dupla descoberta: da própria fotografia e do mundo - duas realidades simultaneamente íntimas e estranhas uma à outra. Assim, podemos dizer que Carlos Relvas explora, como dois vasos comunicantes, a imagem da realidade e a realidade da imagem: utiliza a câmara para captar vistas do entorno, essa realidade sempre transitória e impermanente, aprende e desenvolve processos técnicos que lhe permitem fixar e revelar essas imagens. Mas, mais importante ainda, define e constrói a sua perspetiva sobre aquilo que o rodeia, constituindo-se, a partir daí, como indivíduo no mundo - a fotografia é uma forma de filosofia, de procura de conhecimento. A exposição pretende dar a ver o universo autoral de Carlos Relvas à luz da contemporaneidade onde, apesar da paralaxe temporal, pertence por vocação. Constitui-se seguramente como um dos mais fascinantes e obscuros casos de estudo do panorama artístico em Portugal e pertence por direito ao campo das exceções. Nascido na Golegã em 1838, o autor aí desenvolve a sua atividade criativa entre 1862 e a sua morte, em 1894. Durante esse período concebeu e acompanhou a construção de dois estúdios - o segundo pontifica, ainda, como um dos mais notáveis exemplos arquitetónicos de estúdio fotográfico - e desenvolveu uma prática singular no campo da fotografia, pautada desenvolvimento de inúmeros procedimentos técnicos e por uma sistemática e obsessiva busca em torno das possibilidades da imagem. Carlos Relvas desenvolveu uma obsessiva atividade em estúdio, sobretudo, mas também ao ar livre, tendo viajado no interior do país ou pelo estrangeiro. Int.

17. Soares, Lara N. F. Exposição - Escola do Porto: Lado B · Uma história oral (1968¿—¿1978),2014. 
Escola do Porto: Lado B · Uma história oral (1968¿—¿1978) Curadoria: Pedro Bandeira A “Escola do Porto” tem uma história oficial que começa em Carlos Ramos, é estruturada por Fernando Távora, e internacionalizada primeiro por Álvaro Siza e depois por Eduardo Souto de Moura. Diz-se que nasceu do encontro da arquitetura moderna com a arquitetura popular (e não o contrário). A escola do “Inquérito”, da “Reforma de 57”, a escola que parece redescobrir o desenho e o projeto na urgência do compromisso social do arquiteto espelhado no processo SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local). É a escola do “neorrealismo”, do “socialismo realista”, do “regionalismo crítico”; a escola que se afirma na aparente ausência de ruturas, numa história linear, simplificada, que recusa ser pós-moderna porque nunca chegou a ser moderna. Uma história contada e repetida vezes sem conta, em sincronia mitificadora. Esta é a escola dos vencedores ou pelo menos esta é a narrativa predominante. Na sombra desta “Escola do Porto” existe um “Lado B”, um lado outro, de estórias que escaparam às teses e aos livros. São estórias esquecidas, estórias secundárias, algumas inconsequentes outras rasuradas, estórias que tentámos pensar com um conjunto de entrevistas nem sempre concordantes entre si e que, no seu desacordo, evidenciam uma realidade mais complexa, com posições mais marginais. Desacordos que põem em causa a linearidade da história oficial e a imagem homogeneizadora da ideia de “Escola do Porto”. Estas estórias oscilam entre dois polos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caraterizou o pensamento radical na década de 70. A narrativa proposta centra-se na geração que iniciou os estudos na ESBAP em 1970, e que opôs marxistas, leninistas, ou maoistas a trotskistas, situacionistas ou anarquistas. E se começamos com a assumida ambição de contribuir para uma visão mais complexa da “Escola do Porto”, poderemos desde já adiantar, .

18. Soares, Lara N. F. Exposição - José de Guimarães · Provas de Contacto Do stencil ao digital: processos de transferência da imagem,2014. 
José de Guimarães · Provas de Contacto Do stencil ao digital: processos de transferência da imagem Curadoria: Nuno Faria Esta exposição revela um extenso segmento do trabalho de José de Guimarães (Guimarães, 1939) mal conhecido e de grande relevância para o entendimento da obra do artista, que cobre um arco temporal de cinquenta anos: um conjunto muito diversificado de obras que dão corpo a uma incessante produção de imagens realizadas por transferência. Seja em torno de métodos tradicionais da gravura, seja de práticas menos convencionais, como o stencil, José de Guimarães desenvolveu desde o princípio dos anos 60 até aos dias de hoje uma incansável pesquisa que concilia experimentação material, rigor formal e um vocabulário de formas que permanentemente convoca a mestiçagem como conceito central da sua obra. O título da exposição - Provas de Contacto - é programático e operativo. Aqui, prova(s) é uma palavra para ser lida em duplo sentido: de tiragem, de repetição mas também no sentido da prova jurídica, de evidência. Por seu turno, contacto, deve ser entendido também em duplo sentido: imagens que se formam por contacto físico, pelo toque; mas ao mesmo tempo, o contacto que significa a busca do outro. Trata-se, assim, de uma exposição que não só reúne um conjunto muito alargado de técnicas de produção de imagem por transferência, como coloca ênfase na dimensão iminentemente processual, em detrimento do lado formal, do trabalho do artista. Para José de Guimarães as formas não são jamais um fim em si mesmas, mas antes um conjunto de signos que o artista articula enquanto linguagem - repare-se nos diversos alfabetos que constituiu, desde o alfabeto africano, apresentado na sala 2, até ao extenso conjunto de figuras estampadas a negro sobre a folha branca, a que chamou negreiros. Abordando a prática da gravura e de processos derivados, a exposição, de cariz antológico, mostra que essa prática continuada em vários momentos do percurso do artista se revelou estrutura.

19. Soares, Lara N. F. Exposição - Maria Gabriela Llansol: O encontro inesperado do diverso,2014. 
Maria Gabriela Llansol: O encontro inesperado do diverso Com Ilda David e Duarte Belo Curadoria: Nuno Faria _________escrevo, para que o romance não morra. Escrevo, para que continue, mesmo se, para tal, tenha de mudar de forma, mesmo que se chegue a duvidar se ainda é ele, mesmo que o faça atravessar territórios desconhecidos, mesmo que o leve a contemplar paisagens que lhe são tão difíceis de nomear. A exposição O encontro inesperado do diverso inaugura um ciclo de exposições dedicadas a poetas ou a universos literários próximos da poesia sem serem formalmente poesia. Maria Gabriela Llansol (1931-2008) construiu uma das obras mais fascinantes e enigmáticas do panorama literário contemporâneo, inesgotável na leitura do mundo, na fulgorização dos seres, na transfiguração da escrita. A presente exposição apresenta a novidade de ter origem num livro fulcral na obra de Llansol, "Lisboaleipzig", recentemente reeditado, em que se tece um amplo conjunto de ramificações com outros livros, anteriores ou posteriores, da autora. A narrativa vai-se construindo em torno do encontro entre o escritor Fernando Pessoa (Aossê, em terminologia Llansoliana) e o compositor Johann Sebastian Bach, duas figuras maiores da criação artística que viveram fisicamente em séculos distintos mas que coabitam no imaginário de Llansol. A escrita dá corpo, torna o imaginável possível e o impossível imaginável. O título da exposição, O encontro inesperado do diverso, tomado de empréstimo ao livro, é programático: representa, por um lado, a pluralidade e a abertura do projeto literário de Llansol, onde confluem outras obras, imagens e objetos reais e sonhados, em que a experiência da vida dá forma à escrita e em que a performatividade da escrita se verte no vivido quotidiano, reinventando-o, repropondo-o; e, por outro lado, é meta-representativo do encontro em que se constitui a própria exposição, para onde convocámos dois outros universos autorais, da artista Ilda David e do fotógrafo Duarte Belo,.

20. Soares, Lara N. F. Exposição - João Botelho · Só acredito num deus que saiba dançar,2014. 
João Botelho · Só acredito num deus que saiba dançar Curadoria: Nuno Faria A frase que dá título à exposição de João Botelho (1949) é uma máxima do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, inscrita num dos mais famosos e influentes livros do autor “Assim falou Zaratustra, um livro para todos e para ninguém”, escrito entre 1883 e 1885. A dança está frequentemente presente nos filmes e é omnipresente na vida de João Botelho, um dos mais singulares realizadores contemporâneos. É a prova material de um vínculo invisível que une os homens à energia cósmica do universo, um desafio à gravidade, uma afirmação de liberdade, de leveza e de graça. “Danço, pois, quando vejo dançar”, dizia Fernando Pessoa no Livro do Desassossego, evocando a viagem experimental e espiritual que é a vida. Pessoa, que tanto e tão surpreendentemente Botelho revisitou. A exposição que o CIAJG apresenta não é uma exposição clássica sobre a obra de um cineasta, mas antes a construção de um atlas de referências e de afinidades que procura dar a ver as múltiplas e profundas relações que com o imaginário da arte, desde a pré-história à contemporaneidade, detendo-se sobre a pintura, dos séculos XVI e XVII sobretudo, mas também mais recente, o cinema de Botelho ensaia. Aqui, o desafio é o da mudança de contexto, de escala e de suporte, mas, sobretudo, o de outra temporalidade e de uma experiência percetiva proposta ao espetador radicalmente distinta da do espaço abstrato da sala de cinema. Desta forma, demos carta branca a João Botelho para dialogar com a coleção permanente e apresentamos um conjunto de instalações inéditas especificamente concebidas para o espaço, em que o som, a imagem e a palavra se tornam elementos concretos para repropor e reconsiderar a experiência do mundo, do cinema e da arte. Por vezes, numa lógica de transposição de escala ou de suporte, outras de transfiguração ou ainda em forma de eco, João Botelho convoca lugares – de Trás-os-Montes, a sua terra de origem, até ao Algarve, passand.

21. Soares, Lara N. F. Exposição - Ernesto de Sousa e a Arte Popular Em torno da exposição Barristas e Imaginários,2014. 
Ernesto de Sousa e a Arte Popular Em torno da exposição Barristas e Imaginários Curadoria: Nuno Faria A exposição reativa as investigações de Ernesto de Sousa (1921-1988) em torno da arte popular e da escultura portuguesa e tem como pano de fundo a exposição Barristas e Imaginários: quatro artistas populares do Norte, que o autor concebeu e apresentou na Galeria Divulgação, em Lisboa, em 1964, com obras de Rosa Ramalho, Mistério, Franklin Vilas Boas e Quintino Vilas Boas Neto. Ernesto de Sousa foi uma das figuras mais apaixonantes, complexas e multifacetadas da cultura portuguesa da segunda metade do século XX. Na longa caminhada que fez do neorrealismo para a arte contemporânea trouxe para o estudo da arte popular novas ferramentas de leitura e novos códigos discursivos. Estamos, assim, perante uma exposição sobre outra exposição. Faz coabitar fotografias e textos de Ernesto de Sousa com objetos dos artistas por ele estudados, procurando reativar as múltiplas e fecundas relações e estratos de sentido que o inquieto investigador (ou operador estético, designação que mais tarde reivindicaria) produzia, a partir de métodos analíticos invulgarmente excêntricos para o contexto de então, dominado, no campo da história da arte, por leituras conservadoras e disciplinares. Ernesto de Sousa operava por comparação, aproximação e observação, não colocando à partida qualquer barreira nem sendo dominado por qualquer preconceito concetual. Procurava aproximar a arte dita popular da arte ocidental erudita ou da de outras culturas mais distantes, como é o caso da arte tribal africana. Juntava imagens aparentemente dissonantes, operava por deflagração de sentido visual, juntando a esta operação um rigor de análise e um caráter sistemático na investigação, quer no arquivo quer no terreno. A arte popular ou, como Ernesto de Sousa preferia designar, “de expressão ingénua”, foi alvo de um considerável interesse desde os últimos anos da década de 50 com diversos contactos e investigaçõe.

22. Soares, Lara N. F. Exposição - Ricardo Jacinto · Os cones e outros lugares,2014. 
Ricardo Jacinto · Os cones e outros lugares Curadoria: Nuno Faria A exposição revisita “Parque”, o mais amplo e complexo projeto de Ricardo Jacinto (Lisboa, 1975) realizado até à data, e investe o território inexplorado que ficou desenhado quando o extenso coletivo de artistas e músicos que se reuniu em torno do autor se desmembrou. Nela, encontramos ou reencontramos, sob formas diferentes, as várias peças e muitos dos elementos que compõem o projeto, mas também descobrimos novas peças e instalações, especificamente reconfiguradas ou originalmente concebidas para esta nova etapa. Constituindo-se seguramente como uma das mais fascinantes obras produzidas no contexto da arte contemporânea portuguesa na última década, “Parque” define-se como um espaço de criação coletiva e comunitária e desenvolveu-se praticamente sem interrupções entre 2001 e 2007, articulando um conjunto de três peças performativas principais com um conjunto de apresentações mais informais que documentavam as fontes, os materiais e os conceitos que consubstanciaram o projeto. Podemos situar o trabalho do artista na exata interseção entre arquitetura, música e escultura, três áreas disciplinares em que desenvolveu formação específica. Essa confluência de linguagens confere ao seu trabalho uma complexidade reflexiva que elabora sobre o espaço e o tempo enquanto dimensões propriamente materiais da perceção, e sobre a performatividade enquanto veículo para a construção de uma retórica de apresentação ou de presentificação, o terreno em que se dá o encontro, onde autor e/ou intérprete e espetador partilham física e mentalmente um espaço comum. As três obras acima referidas – Peça de embalar, Atraso e Os – pertencem a uma linhagem claramente definida no trabalho do artista: são peças performativas que põem em cena um espetáculo com uma audiência e com executantes, diferenciando-se portanto dos trabalhos concebidos e apresentados enquanto instalações. Os instrumentos/instalações/dispositivos que Ricardo Ja.

23. Soares, Lara N. F. Exposição - Jaroslaw Flicínski · Estrela Negra,2013. 
Jaroslaw Flicínski · Estrela Negra Paredes, pinturas, desenhos e objetos Curadoria: Nuno Faria Estrela Negra é a primeira exposição individual de Jaroslaw Flicínski (1965, Gdansk, Polónia) em Portugal. Trata-se de uma intervenção de grande escala, exemplar do trabalho que o artista tem vindo a desenvolver em relevantes instituições do contexto internacional da arte contemporânea: um projeto de expansão do campo operativo da linguagem pictórica no qual se cruzam uma aguda sensibilidade à arquitetura e uma proficiente prática de pintura sobre parede que vai para além do quadro e se alarga à escala do espaço arquitetónico. Jaroslaw Flicínski concebeu uma intervenção que é a crónica de uma transformação pessoal. De facto, esta exposição dá corpo à vivência dos últimos quatro anos da vida do artista, altura em que se mudou para a pequena aldeia do Esteval, entre Loulé e Faro, no Algarve, naquele que se constituiu como um período de radical transformação de práticas e de hábitos no interior do seu trabalho. Assim, entre diferentes suportes e meios, passamos da enorme à ínfima escala e navegamos entre dois níveis: - o projeto, aqui materializado pelo conjunto desenhos, em que o artista ensaia variações sobre formas geométricas muito simples, numa prática de repetição e diferença, e um diversificado conjunto de objetos recolhidos em casas ou no espaço exterior, sobretudo na praia, numa espécie de prática arqueológica, de atenção e abertura a sinais que chegam de longe e que se anunciam como potencialmente transfiguradores; - a construção, através da utilização da parede como mecanismo de diálogo com a arquitetura do espaço, que aqui se cinde em duas tipologias distintas: por um lado, a transposição de um desenho geométrico orgânico, uma espécie de anamorfose que age sobre a perceção do espetador sobre o espaço que habita, contraindo e expandindo a geometria euclidiana da arquitetura; por outro lado, a construção de duas pinturas murais que se destacam da parede, redefini.

24. Soares, Lara N. F. Exposição - Lições da Escuridão,2013. 
Lições da Escuridão Vasco Barata, Daniel Barroca, Pedro Valdez Cardoso, Rui Chafes, Otelo Fabião, José de Guimarães, Diango Hernández, Manuel Viegas Guerreiro, Francisco Janes, Manuel Santos Maia, Rosalind Nashashibi e Lucy Skaer, Luís Nobre, Pedro A. H. Paixão, Teixeira de Pascoaes, f.marquespenteado, Benjamim Pereira, António Reis, Jean Rouch, Thierry Simões, Rui Toscano | Obras da coleção de Arte Tribal Africana, Arte Chinesa Antiga e Arte Pré-Colombiana de José de Guimarães | Obras das coleções do Museu de Alberto Sampaio, Irmandade de São Torcato, Sociedade Martins Sarmento Curadoria de Nuno Faria Pensar a criação artística ou a história da arte em negativo, não a partir da luz mas a partir do escuro, não a partir do dia - da história - mas a partir da noite - aquilo que ficou fora da narrativa histórica ou que nela surge como exceção. Aqui, abordamos uma das linhas de investigação abertas pela exposição Para além da História, em maior profundidade e em modo de interrogação: o que significa trazer objetos da escuridão para a luz, da invisibilidade para a visibilidade, do plano da sombra para o plano do corpo? A escuridão, a noite, a cegueira, o negro são temas sempre presentes na história da arte ou da literatura. Pensemos nas pinturas negras de Goya, no Quadrado Negro de Malevitch, no Verbo Escuro de Pascoaes, no Coração das Trevas de Joseph Conrad, entre muitos outros. Com Lições da Escuridão exploramos sob vários matizes a metáfora da escuridão, tão fecunda para o exercício do fazer artístico, na reflexão que propõe sobre o mundo: - do ponto de vista arqueológico (escavar, ir em profundidade, estrato por estrato, camada por camada, fazer emergir à superfície, dar à luz objetos, vestígios, coisas de outro tempo que desapareceram do campo físico da visão ou mesmo do arquivo da memória); - do ponto de vista da religião ou da relação com o transcendente, com aquilo que está para lá dos limites materiais dos corpos (mostramos, relacionamos objetos de difer.

25. Soares, Lara N. F. Exposição - Para além da história,2012. 
Para além da História Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Chinesa Antiga da Coleção José de Guimarães Daniel Barroca, Mestre Caçoila, Hugo Canoilas, Pedro Valdez Cardoso, Filipa César, Mattia Denisse, José de Guimarães, Otelo Fabião, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, Manuel Santos Maia, Rui Moreira, Pedro A. H. Paixão, Teixeira de Pascoaes, Thierry Simões, f. marquespenteado (artista em residência) Obras das coleções de: Museu de Alberto Sampaio Sociedade Martins Sarmento Museu da Irmandade de São Torcato Museu da Agricultura de Fermentões Associação Artística da Marcha Gualteriana Veneravél Ordem Terceira de São Francisco A exposição define e explana o futuro âmbito programático do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), uma estrutura dedicada à arte contemporânea e às relações que esta tece com artes de outras épocas e de diferentes culturas, tendo como chão o importante e singular trabalho de coleccionador que o artista José de Guimarães vem articulando com a sua própria obra, como se fossem duas faces da mesma moeda. De facto, o CIAJG junta peças das três colecções que José de Guimarães vem reunindo há cerca de cinco décadas - arte tribal africana, arte pré-colombiana (México, Peru, Guatemala, e Costa Rica) e arte arqueológica chinesa -, obras da autoria do artista e de outros artistas contemporâneos e objectos do património popular, religioso e arqueológico de Guimarães, num roteiro espiritual e simbólico que descreve um arco geográfico e temporal que tem origem na sua terra natal - a cidade de Guimarães - e que atravessa civilizações de três continentes com culturas ricas e complexas, para regressar ao lugar de origem, proporcionando uma reflexão sobre a diversidade enquanto forma de construção da identidade. Para Além da História está organizada em quatro blocos - A Origem, Emergência, Núcleo Mole e A Festa - que se subdividem em núcleos organizados de forma mais ou menos aberta. Neles, os objectos circulam livremente procur.

26. Soares, Lara N. F. MAPA DE BOLSO,2012. 

Organização de evento
Event organization
1. Soares, Lara N. F. Arts Education Winter School - Arts-based research: how do the artistic and the educational entangle,2018 (Encontro / Organização).
The season school is organized in a three days period with different types of sessions where the discussion is engaged with individual student’s research projects and related to the previous proposed sub-topics. Each participant will have the opportunity to discuss and develop their own project in collaboration with other research students and experienced tutors, and also have the opportunity to experience a varied and engaging social programme that partners organise. The space chosen for this season school, the Candoso Creation Centre is an old primary school building transformed, in a place open to creators, artists and to the community for the development of their projects, promoting the perfect environment for this kind of experience. There is also an idea of cross-discipline, aiming to transform the house into a laboratory, open to experimentation and discussion proposed in these three days of immersion and focus on the subject -– Arts-based research: how do the artistic and the educational entangle. All the participants work together, sharing, thinking and doing all the sessions, even though, sessions are organized in different ways, giving space for individual and collective presentations. All the sessions will be recorded (audio and image) for future work and data analyses. To each sub -– topics we invite different mentors aiming to open and promote a European research space for collaboration and networking between them and early career educational researchers.The season school will be developed in three days. The timetable is organised in three parts under each of the three proposed sub-topics (one per day). In each day the program will develop as follows: A) Morning workshop sessions led by one of the invited mentors according to the sub-topics mentioned before – each mentor is an expert in one sub-topic B) Afternoon sessions led by PhD students and early career researchers with the support of the mentors. C) Sunset sessions are momen.



Obra de artes visuais
Visual art production
1. Soares, Lara N. F. VESTÍGIOS,2011 (Desenho).
A Casa Oficina António Carneiro, edifício que foi simultaneamente morada e atelier de um dos mais notáveis pintores português da viragem dos séculos XIX-XX (viveu entre 1872-1930), está agora transformado num equipamento que irá acolher um programa de artista em residência comissariado pela FBAUP. De acordo com o protocolo firmado entre a CMP e a FBAUP, alunos e recém-licenciados dos vários cursos da FBAUP, irão ocupar a antiga ala residencial da Casa Oficina como espaço de atelier. A partir deste espaço, irão produzir projectos expositivos directamente relacionados com o espólio de António Carneiro e o espaço museológico que acolhe o programa de residência artística. Através desta ocupação de curta duração (3 meses), pretende-se que a Casa Oficina António Carneiro se torne uma vez mais num espaço de produção artística aberto a 6 participações a decorrerem entre Dezembro de 2009 e Setembro de 2010. Cada programa de artista em residência para dois participantes em simultâneo encerrará com uma mostra ou instalação. Os alunos e exalunos residentes serão igualmente convidados a calendarizar um momento de abertura das oficinas e do seu atelier onde poderão mostrar e conversar sobre os conceitos e ligações entre o projecto em desenvolvimento e a obra de António Carneiro. Link: http://residencias.fba.up.pt/?p=joaodovale .

Outra produção artística/cultural
Other artistical/cultural production
1. Soares, Lara N. F. Programadora Serviço Educativo,2015.
2. Soares, Lara N. F. MAPAPROVISÓRIO,2007.
O projecto mapaprovisorio é um projecto artístico que pretende afirmar uma plataforma de investigação experimental colocando frente a frente as problemáticas da Arte Contemporânea. Estruturou-se no formato de residências de criação/reflexão, nas quais, os criadores convidados desenvolveram os projectos e onde relacionaram as suas práticas experimentais individuais O culminar desta primeira fase, teve lugar numa apresentação pública, nos dias 13 e 14 de Setembro de 2008, no evento CENTAMOSTRA. A exposição esteve patente ao publico na Tapada da Tojeira em Vila Velha de Ródão até ao passado, dia 30 de Setembro. Toda a reflexão e debate em torno das problemáticas de investigação de cada criador, teve espaço na publicação editada em 2009. Ficha técnica Direcção Artística Lara Soares Criadores: Ana Trincão, André Banha, João Bento, Lara Soares e Rute Magalhães . Consultoria Artística: Paulo Almeida Produção CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (2007/2008) Lara Soares (2009) Contactos Lara Soares / 91 4846880 / lara.natacha.soares@gmail.com ou mapaprovisorio@gmail.com.






Dados Complementares (Additional data)


Participação em Comissões de Avaliação
Evaluation comissions participation
1. Revisão por pares de artigos científicos, 2017, University of Copenhagen.
2. Conselho Consultivo do Instituto de Educação da Universidade do Minho, 2016, Universidade do Minho.


Participação em eventos
Event participation
Participação como Moderador
Participation as Chairman
1. Aulas Publicas do projeto 10 x 10, 2017 (Outra).
Nome do evento: Aulas Públicas do projeto 10 x 10; Nome da Instituição: Fundação Calouste Gulbenkian; Cidade do evento: Lisboa / Auditório 2.
2. 29 SES 06: Artists and Teachers, 2016 (Conferência).
Nome do evento: ECER 2016 Leading Education: The Distinct Contributions of Educational Research and Researchers; Nome da Instituição: EERA - EUROPEAN EDUCATIONAL RESEARCH ASSOCIATION; Cidade do evento: Dublin / UCD - University College Dublin.
29. Research on Arts Education Format of Presentation: Paper Teaching artists and artful teachers: new opportunities for arts integration in the Danish Open School Tatiana Chemi University of Aalborg, Denmark Presenting Author: Chemi, Tatiana 29. Research on Arts Education Format of Presentation: Paper The “Shadow Movements”: Teachers’ Profession and Performance in the Arts-Based Research Perspective Monica Pentassuglia1, Serafina Pastore2, Giuseppe Tacconi1 1University of Verona, Italy; 2University of Bari, Italy Presenting Author: Pentassuglia, Monica 29. Research on Arts Education Format of Presentation: Paper New legislation in Brazilian music education: Studying the law and its implementation Dwight Manning Teachers College, Columbia University, United States of America Presenting Author: Manning, Dwight.








Indicadores de produção (Production indicators)

Total
Produção científica
Scientific production
7

Livros e capítulos
Books and book chapters
1
Capítulos de livros publicados
Published book chapters
1
Textos em jornais ou revistas
Texts in journals or magazines
6
Jornais de notícias
Newspapers
5
Revistas
Magazines
1

Total
Produção técnica
Technical production
37

Outros tipos de produção técnica
Other technical production
37

Total
Produção artística/cultural
Artistical/cultural production
3


Total
Dados complementares
(Additional data)
4

Participação em Comissões de Avaliação
Evaluation comissions participation
2
Participação em Eventos
Event participation
2


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Página gerada pela Plataforma de Curricula DeGóis promovida pela FCT e pelo Gávea/DSI/UM em 14-12-2019 às 05:18:08
Plataforma de Curricula DeGóis: http://www.degois.pt | Icons by Axialis Team